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Time Brasil. Pós-Rio 2016: legado e apoio em xeque

Esporte Olímpico: Um ano após Jogos Olímpicos do Rio, ciclo de preparação para Tóquio-2020 começa marcado por problemas enfrentados com redução de investimento e de atenção

05/08/2017 17:00:00
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Há um ano, Vanderlei Cordeiro de Lima acendia a pira olímpica na Rio-2016. Ali começava a participação do esporte olímpico brasileiro sob o maior investimento em preparação de atletas tupiniquins (R$ 3,19 bilhões) para uma edição dos Jogos e a esperança de legado. O ano de 2017 chegou e, junto a ele, o crescimento das crises econômica e política do País. O período pós-Jogos Olímpicos tem mostrado atletas enfrentando dificuldades em conseguir uma preparação adequada e equipamentos olímpicos cada vez mais desgastados. O custo total dos Jogos ultrapassa os R$ 40 bilhões.
[SAIBAMAIS] 

O legado esportivo é constantemente contestado, com arenas pouco utilizadas ou mal aproveitadas diante do alto investimento. Um exemplo disso é o Parque Olímpico, construído na Barra da Tijuca, que custou R$ 2,5 bilhões, perto do total do investimento de R$ 3,19 bilhões na preparação, segundo levantamento do portal UOL. Somente a manutenção dos equipamentos custa cerca de R$ 45 milhões ao ano.
 

Em contraponto com as críticas ao legado estrutural, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) afirma que os resultados iniciais alcançados neste início de ciclo olímpico mostram a “qualidade do trabalho realizado”.
 

Por outro lado, o COB admite a realidade de ajuste no atual momento de crise no País. “Estamos trabalhando para minimizar o impacto na preparação dos nossos atletas e preparar a equipe brasileira da melhor forma possível”, informou em nota. O investimento estimado pelo comitê para 2017 é de R$ 210 milhões. O repasse para as confederações, neste ano, será de R$ 85 milhões, uma redução de R$ 13 milhões em relação à quantia disponibilizada em 2016.
 

Procurado pelo O POVO, o Ministério do Esporte, em nota, manifestou que acredita no potencial dos esportistas brasileiros e ressaltou recursos de programas como as Bolsas Atleta e Pódio. Este último projeto de bonificação teve 322 atletas contemplados no ciclo passado; atualmente, são 239 patrocinados com vistas à preparação para Tóquio, num investimento anual de R$31,5 milhões. 

 

Questionado sobre redução na verba destinada ao esporte olímpico, o órgão não comentou.

Forças Armadas
Atletas militares foram destaque nas Olimpíadas em casa. Chamaram a atenção pelo desempenho e pela continência a cada pódio. Os esportistas olímpicos que compõem as Forças Armadas são contemplados pelo Programa Atletas de Alto Rendimento (Paar), uma parceria entre os Ministérios da Defesa e do Esporte. Na contramão da queda de investimentos, as Forças Armadas não só mantiveram o apoio do projeto como aumentaram. No ciclo passado, o Paar recebeu R$ 18 milhões por ano. A cifra saltou para R$ 23 milhões na preparação para Tóquio-2020. São 627 atletas beneficiados pelo projeto.

Lucas Mota

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