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Jornal

Ponto de vista. Do entusiasmo ao abandono

05/08/2017 17:00:00

Passeando de forma despretensiosa pelo Parque Olímpico há um ano, a sensação que se tinha era a de estar em uma espécie de Disneylândia para quem acompanha Olimpíada com entusiasmo desde criança. 

 

Arenas incríveis recebendo os principais atletas do planeta, um menino que brincava de ser Bolt no Centro do Rio ou o rapaz da padaria se mostrando um expert em salto com vara. A despeito dos prognósticos reais de elefantes brancos e má gestão de recursos, era tentador pensar nas consequências boas que tudo aquilo poderia trazer para o esporte brasileiro. O tal do legado. Pouco tempo bastou para predominar a impressão de que tudo, na verdade, não passou de uma festança paga por alguém que torrou todo o dinheiro de uma Mega Sena de uma só vez. Restando algumas poucas coisas para se aproveitar no pós-ressaca.  

Desse mesmo Parque Olímpico da Barra e do Centro de Deodoro, abandono talvez seja a palavra mais condizente com a realidade. A carruagem virou abóbora, como esperado em um País com cultura de vitória e não cultura esportiva.  

Porém, o que mais dói é voltar a pensar que as pessoas — dirigentes e torcedores — tenham esquecido o nome do cara que ganhou um bronze no taekwondo no dia do ouro do futebol. João Marcelo Sena Repórter do Núcleo de Cotidiano

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