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Jornal

Haroldo Serra. Entre acertos e equívocos

26/08/2017 17:00:00
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À época diretor do Theatro José de Alencar, Haroldo Serra é um dos “pais” do Teatro Carlos Câmara. “Sugeri ao governador César Cals fazer um teatro para ser utilizado pelos grupos locais e, naquela época, ele estava dando muito apoio à cultura”, conta, lembrando que a ideia foi bem aceita e logo começou a sair do papel. O ano de inauguração do equipamento, 1974, foi eleito pelo político como o “ano da cultura no Ceará”, sendo marcado também pelo lançamento da TV Educativa (hoje TV Ceará) e pela reforma no Theatro José de Alencar, com a criação do 

jardim projetado pelo paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994).
[SAIBAMAIS] 

Haroldo acompanhou a construção daquele teatro de bolso no Centro de Turismo do Ceará e muitos foram percalços. “Teve, inclusive, uma situação esdrúxula. O arquiteto responsável pela construção pedia sugestões minhas e eu orientei como seria a planta baixa, mas não fiz a parte superior, porque presumi que o arquiteto deveria saber. Foi aí que ele cometeu várias gafes”, conta, apontando que o palco foi inaugurado sem a altura adequada para a estrutura técnica de um teatro. Além disso, no alto da caixa cênica, havia janelas de vidro. Foi preciso pintar de preto tudo aquilo para impedir vazamento da luz natural. Coube ao elenco do espetáculo O Morro do Ouro a pintura. Ao longo dos anos, as questões de infraestrutura foram solucionadas. 


Apesar dos problemas que o equipamento enfrentou desde o começo, Haroldo celebra a permanência do espaço em meio ao Centro. “Ao contrário de alguns governos, o público e os atores amam esse teatro e procuram preservar com muito cuidado”, completa. (Renato Abê)

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