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Gastos. Para Camilo Santana o principal é manter o Estado equilibrado

Para governador do Ceará, o momento difícil nas contas públicas exige racionalização dos recursos públicos e restabelecimento de áreas prioritárias para garantir atendimento

29/07/2017 17:00:00
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Em estratégia semelhante à do Palácio do Planalto, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), afirma que política de seu governo também tem sido a de focar no equilíbrio de contas públicas para vencer o cenário econômico desfavorável.


Em entrevista ao O POVO, o governador afirmou que, apesar das sucessivas quedas da arrecadação e dos repasses federais, o Estado tem conseguido manter serviços essenciais para a população.


“Não estamos medindo esforços nas áreas de segurança, educação e saúde, por exemplo. Na saúde, pelo contrário, estamos ampliando esforços, criando mais leitos”, diz Camilo, que admite, no entanto, situação econômica desfavorável.


“Não é de forma alguma uma situação fácil, estamos vindo de três anos de queda não só na arrecadação própria, como também nos próprios repasses federais. E é claro que nas áreas em que pode ter algum tipo de restrição, estamos tendo, mas sem deixar prejudicar os serviços que consideramos essenciais para o Estado”, avalia.


Não é só o governo federal, no entanto, que tem repassado valores menores para instâncias “menores”. Em Fortaleza, o secretário de Finanças, Jurandir Gurgel, destaca queda significativa do repasse do ICMS pelo governo do Estado nos últimos anos. “Não há o que fazer, se está se arrecadando menos, vai repassar menos. E aí temos que nos adaptar”, diz.


Ele afirma que, no caso da Prefeitura, a estratégia prioritária tem sido a de investir na arrecadação própria da máquina municipal. “Isso sem aumento de impostos, mas melhorando a própria estrutura de mapeamento do que já existe”, diz.


Jurandir destaca também, no entanto, que até agora a opção tem sido por ampliar a eficácia da máquina pública, priorizando cortes de despesa de custeio e preservando áreas estratégicas para a população.


No caso específico do Bolsa Família, o chefe de Gabinete do governador, Élcio Batista, destaca que o programa não tem promovido cortes no Estado. “O que tem acontecido é que algumas pessoas estão deixando o programa, muitas vezes porque saíram dos critérios. Mas não houve qualquer tipo de corte”, diz. (CM)

 

Adriano Nogueira

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