PUBLICIDADE
Jornal

Sucesão de Janot. Temer tenta "driblar" lista tríplice para PGR

De acordo com interlocutores do Planalto, o presidente estaria buscando alternativas para a lista. Caso consiga, ele quebrará tradição criada em governos petistas

10/06/2017 17:00:00
NULL
NULL
[FOTO1]

Com perspectiva de ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) nos próximos dias, o presidente Michel Temer já analisa alternativas para a escolha do sucessor de Rodrigo Janot no comando do órgão.


Segundo o jornal Estado de S. Paulo, o presidente estaria buscando outras opções além da lista tríplice formada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Caso isso aconteça, o presidente vai romper com tradição criada pelos governos petistas de só indicar o nome mais votado pelos procuradores entre três apresentados em lista pela entidade.


Relações entre a ANPR e o Palácio do Planalto tiveram novo grau de tensão ao longo da última semana, durante julgamento da cassação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Associação ficou incomodada sobretudo com reações do governo e do presidente do TSE, Gilmar Mendes, ao parecer do vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, no caso.


Dino assumiu papel de destaque nas sessões, trabalhando de forma incisiva pela cassação da chapa. O procurador chegou inclusive a pedir impedimento do ministro Admar Gonzaga do julgamento por suspeição. Atualmente, Nicolao Dino integra lista prévia da ANMP e é considerado nome “favorito” de Janot para ocupar o cargo.


Lula: ‘Brasil precisa do PT’

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado, 10, que o Brasil “nunca precisou tanto do PT” quanto no atual momento. Ele participou de evento de posse da nova direção do partido em São Paulo, ao lado da presidente nacional da sigla, senadora Gleisi Hoffmann (PR).

 

Lula evitou comentar resultado favorável da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) no TSE, mas disse que instituições sofrem “falta de credibilidade” e que o país passar por profunda crise econômica, moral e ética.


Durante o evento Lula destacou que o Brasil precisa “voltar a ser alegre”, e questionou: “Quem pode fazer isso senão o PT?”. O novo presidente do PT em São Paulo é Luis Marinho, ex-prefeito de São Bernardo do Campo (SP) e ex-ministro do Trabalho no governo Lula.


Também participaram do evento o ex-prefeito da capital paulista, Fernando Haddad, e o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP). (das agências de notícias)

 

Adriano Nogueira

TAGS