PUBLICIDADE
Jornal

Chikungunya. Tratamentos alternativos para cura têm custo variado

10/06/2017 17:00:00
NULL
NULL

[FOTO1]
Com o alto índice de casos de chikungunya registrados em Fortaleza, métodos alternativos para diminuir as dores no corpo têm registrado aumento na procura. “Os tratamentos são promissores, como a acupuntura e homeopatia, mas não temos nada publicado cientificamente sobre eles. Acredito que, nos próximos anos, teremos o desenvolvimento de métodos precisos para o combate à enfermidade”, avalia Luciano Pamplona, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC). Sobre o uso de fármacos, ele esclarece que cada tipo irá depender do especialista responsável pelo atendimento. “Temos um arsenal de medicamentos. Mas até agora não existe um protocolo fechado. O que há são possibilidades”, afirma.


Enquanto não há comprovação científica da eficácia dos métodos, as clínicas de acupuntura recebem uma demanda significativa de pacientes. “Com esse surto de chikungunya, a procura por tratamento aumentou 30%”, disse uma recepcionista de uma clínica no bairro José Bonifácio. O custo de uma sessão de acupuntura varia de R$ 80 a 120. Outro estabelecimento localizado na Aldeota cobra mais caro: saiu dos R$ 200 para R$ 400 por uma consulta (avaliação com o profissional), fora as sessões que aumentaram de R$ 70 para R$ 110. “Aumentamos o preço por causa da demanda. Nossos horários de atendimento são sempre cheios”, disse um atendente.
 

O tratamento fisioterápico também entra no rol de tratamentos procurados. O custo de uma sessão, de acordo com o membro, varia de R$ 25 a R$ 250. A consulta, em alguns casos parte de R$ 99 a R$ 170. “Recebemos pacientes com uma média de 30 dias após o diagnóstico da doença. A maioria são pessoas acima de 40 anos. 

 

Acredito que, de abril para cá, nosso acréscimo foi de 25% do número de atendimentos”, disse um recepcionista de uma clínica de fisioterapia no bairro Joaquim Távora. As clínicas preferiram não se identificar. (Átila Varela) 

 

Prevenção
Para evitar focos do Aedes aegypti é preciso manter os quintais sempre limpos, recolher, eliminar ou guardar longe da chuva todo objeto que possa acumular água, como pneus velhos, latas, recipientes plásticos, tampas de garrafas, copos descartáveis e até cascas de ovos. O lixo doméstico deve ser acondicionado em sacos plásticos e descartado adequadamente, em depósitos fechados.

Carro fumacê
A passagem do fumacê, nome popular para a Pulverização espacial UBV, não diminui a necessidade da eliminação dos potenciais focos do mosquito. O procedimento que consiste na liberação via aérea de gases, que agem, por contato, atinge os mosquitos adultos em voo. 

 

A ação do produto só é efetiva quando o inseticida está em suspensão no ar e só mata o mosquito adulto. Apesar de ser medida cobrada pela população, o fumacê é alvo de divergência entre pesquisadores. Há quem aponte os riscos à saúde humana. O consenso é que há baixa eficácia na ação, que não pode ser vista como eliminadora do problema das arboviroses. Desde o fim de janeiro, 45 bairros de Fortaleza receberam a estratégia do fumacê.

TAGS