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Jornal

Propina milionária. Empresários pagavam de 1% a 3% nos contratos

13/05/2017 17:00:00

 
Na delação premiada feita a procuradores e juízes da Lava Jato, Sergio Machado confessou que cobrava de 1% a 3% de vantagens ilícitas de empresas que tinham contratos milionários com a Transpetro. Em 11 anos de gestão,Machado revelou que acertava com os donos das empreiteiras a cota de cada uma.


O percentual cobrado dependia do tipo de negócio conseguido via licitação. Eram 3% para a área de serviços e de 1% a 1,5% para navios. O dinheiro era repassado, inclusive, em forma de “doações oficiais”. Uma única licitação rendeu R$ 18 milhões em depósitos em contas fora do Brasil. De acordo com os depoimentos à PGR e ao STF, o filho Expedito Neto atualizava o pai sobre o pé-de-meia.


Na pagina 136, do acordo de colaboração, o delator relaciona as empresas que pagaram “de forma continuada as vantagens ilícitas”. Sergio Machado aponta que fez “negócio” com a Queiroz Galvão, Camargo Correa, Galvão Engenharia, NH Engenharia, Lumina, Essencis e Entre/Pollydutos/Rio Tietê, Irodotos Navigacion, Deravan e Internacional Ltd. “Além de algumas esporádicas como a UTC Engenharia, MPE Engenharia, GDK Engenharia, Skanska Engenharia e Bauruense Tecnologia de Serviços Ltda”.


Uma das justificativas de Sergio Machado para urdir o esquema de corrupção estaria num “trauma” pessoal que vinha de 2002. Ele revelou uma “frustração” por não ter sido eleito governador do Ceará pelo PMDB. Assim, um amigo empresário o convenceu do “sonho” e mandou que abrisse uma conta no exterior. O objetivo era 2010, mas Machado não concorreu. (Demitri Túlio) 

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