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Jornal

Cenário do editor. O que será destaque na semana

06/05/2017 17:00:00

POLÍTICA
 

Lula frente a frente com Moro
Adiado uma vez, o tête-à-tête entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (E) e o juiz federal Sergio Moro (D) está marcado para a próxima quarta-feira, dia 10. É não apenas o principal encontro de personagens desde que a Lava Jato foi deflagrada, três anos atrás, quando ainda se sabia que a investigação de um esquema de lavagem de dinheiro num posto de gasolina revelaria o maior caso de corrupção do País. Frente a frente, o político e o magistrado irão encenar o clímax da operação, que chegou à sua 40ª etapa, sobretudo depois das acusações feitas pelo ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque. Segundo ele, o petista tinha conhecimento de todas as negociatas na estatal. As declarações de Duque se seguem à pesquisa do Datafolha na qual Lula lidera cenários para a disputa presidencial de 2018, apesar de ser réu em cinco ações penais. Marcado para Curitiba, QG da força-tarefa de procuradores - lá são mantidos presos nomes como Eduardo Cunha e Marcelo Odebrecht -, o depoimento mobiliza apoiadores e críticos do ex-presidente. O risco, hoje, é de que haja uma batalha campal na cidade, já que manifestantes prometem ocupar as ruas em frente ao prédio da Justiça Federal. Não à toa, Lula tem insistido para que o depoimento seja transmitido ao vivo. A razão é simples: o ex-presidente quer levar a disputa com o juiz para um terreno que conhece bem, o da briga política. Se for esperto, Moro não cairá nessa. Afinal, não se trata apenas de mais um testemunho da Lava Jato, mas de uma guerra pela opinião pública.
 

Henrique Araújo
Editor-adjunto de Conjuntura 

 

ESPORTES
 

Início do Campeonato Brasileiro
Ceará e Fortaleza definem, ano após ano, que o acesso a uma divisão superior do Campeonato Brasileiro é a grande meta de suas temporadas. Pois bem, já vai começar mais uma tentativa.
O Alvinegro abre a disputa da Série B nacional na sexta-feira, 12, contra o CRB. E terá 38 rodadas, distribuídas até o final de novembro, para se garantir entre os quatro melhores de um grupo de 20 concorrentes. Uma tarefa que pede solidez. Algo que o técnico Givanildo Oliveira (E) mostrou estar construindo na equipe que comemorou o título de Campeão Cearense deste ano, na última quarta, diante do Ferroviário. Mas precisa agora administrar adversários mais fortes, tentações de mercado, questões físicas do elenco e anseios da torcida para, de fato, se mostrar capaz de alcançar um lugar na Série A para 2018.
 

Para o Tricolor, que estreia nesta edição da Série C no domingo, 14, contra o Remo, o processo para se mostrar confiante no acesso parece mais exigente. O momento é de transição tanto no futebol quanto na administração, após cair na semifinal do Cearense. Uma nova gestão deve ser eleita daqui a um mês para substituir o grupo que renunciou na última semana — até lá, o clube está sob cuidados interinos. No comando do time, Paulo Bonamigo (D), trazido com a missão de levar o Fortaleza à Série B. Para isso, precisa terminar a 1ª fase entre os quatro melhores de um grupo de dez. E, então, voltar a encarar o mata-mata, mas para resolver um destino diferente e garantir o ano do centenário do clube longe do inferno no qual patina há oito temporadas seguidas.
 

Ana Flávia Gomes
Editora-adjunta do Núcleo de Esportes 

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