PUBLICIDADE
Jornal

Celíacos. Evento chama atenção para desafios

20/05/2017 17:00:00
NULL
NULL

[FOTO1]
Comer o primeiro pedaço de pizza aos quatro anos. O coração chega bate acelerado vendo biscoito, pão, bolo de chocolate. Sim, pode comer tudo. O que aparenta ser normal, para Pedro Joaquim Pimenta de Freitas era emoção pura. O garoto, celíaco, precisou ficar quase um mês internado para ter seu problema diagnosticado e, desde então, não pode mais comer nada que contenha glúten.

 

Ontem, Dia Nacional do Celíaco, foi a oportunidade de “lavar a burra”. Caminhada seguida de degustação no Parque do Cocó foi organizada pela sétima vez pela Associação dos Celíacos do Brasil (Acelbra-CE). “Eu gostei mais do bolo de chocolate”, disse Pedro, enquanto corria entre as mesas que ofereciam comida.

 

As dificuldades de quem não pode comer glúten perpassam a vida prática, o psicológico, a política. A secretária da Acelbra-CE, Clarice Santiago, é celíaca há 15 anos. Sabe pontuar direitinho os avanços e desafios de quem luta por mais direitos nutricionais. “Conseguimos colocar em prática um protocolo da doença celíaca, que facilita o diagnóstico, embora na rede pública ainda seja complicado. Temos também um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que fez os supermercados criarem gôndolas de produtos sem glúten”, disse.

 

Mas ainda há muito a fazer: uma merenda escolar que ofereça produtos a quem tem restrições alimentares, incentivo para que haja mais restaurantes com produção diferenciada (que exclua qualquer tipo de contato com traços de glúten).

 

“Além de mais informação. Tem muita gente, por exemplo, que não tem consciência sobre os problemas de uso de cosméticos. Como outros acham que não podem comer tapioca, cuscuz...”, ressalta Clarice.

 

TAGS