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Aedes Aegypti. 81% dos focos estão nas casas, diz prefeito

Cotidiano: Prefeito Roberto Cláudio defende que coleta de lixo está regularizada na Capital. Ele aponta que foco de preocupação da Prefeitura é com a proliferação no ambiente doméstico

06/05/2017 17:00:00
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Em meio a críticas sobre os monturos de lixo espalhados pela Capital, o prefeito Roberto Cláudio (PDT) afirmou que a limpeza urbana do Município está regularizada. Ele apontou que 81% dos focos do Aedes aegypti identificados em Fortaleza não estavam nas ruas, mas em ambiente doméstico. Para o chefe do executivo municipal, ainda que a Prefeitura tivesse intensificado as ações para controle do vetor neste ano, a infestação do mosquito teria ocorrido. Segundo agentes, chikungunya é a doença que mais preocupa, já que o grau de proliferação é superior ao encontrada nas maiores epidemias de dengue e zika no Estado.
 

O prefeito e os agentes de saúde circularam neste sábado, 6, por bairros da Cidade, como Carlito Pamplona, Álvaro Weyne e São João do Tauape, reforçando o combate aos focos do mosquito. “Todos os equipamentos da Prefeitura estão com profissionais fazendo revisão de possíveis focos. A ideia é que façamos uma onda de multiplicação dessa atividade”, comentou a secretária municipal da Saúde, Joana Maciel. Ao menos uma vez por semana, a ação deve se repetir nos prédios do Município. Servidores públicos estão ainda orientados a distribuir panfletos sobre formas de combate aos criadouros.
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Conforme a Prefeitura, historicamente, os meses de abril, maio e junho são os de maior proliferação do Aedes. De acordo com o prefeito, a ideia é concentrar e aumentar os esforços no combate aos focos durante esse período. “Só haverá resultado se houver uma parceria com o cidadão e as instituições (privadas)”, destacou. Roberto Cláudio mostrou preocupação com os “criadouros permanentes” do mosquito, como baldes, telhas, vasos e caixas d’água. “São criadouros que passam despercebidos em casa e no ambiente de trabalho, mas acabam sendo os focos mais importantes”, apontou durante as ações do Dia D Contra o Mosquito.

Chikungunya
Com 6,3 mil casos confirmados neste ano, segundo a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), agentes epidemiológicos consideram a chikungunya como um “enorme desafio” na Capital. No ano passado, Fortaleza registrou 17 mil casos da febre. “(À época,) Já não tivemos dúvida do gigantismo que era a doença”, explicou Nélio Morais, gerente da célula de vigilância ambiental e de riscos biológicos da Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza.
 

Segundo ele, a capacidade de transmissão do vetor da doença é maior que o da dengue. “Nem nas maiores epidemias de dengue do Ceará havia situação como essa que estamos enfrentando”, disse. Para o prefeito Roberto Cláudio, a doença exige atenção diferente do poder público. “A dengue, em virtude dos sintomas hemorrágicos, acaba tendo um risco maior, inclusive de morte. Entretanto, a chikungunya é mais arrastada, crônica e sintomática”, afirmou. 

 

Saiba mais
 

Idosos no combate ao Aedes aegypti
Três mil idosos de projeto de atividade física oferecido pelo Corpo de Bombeiros devem reforçar as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti na Secretaria Regional I. A ação deve se espalhar por outras regionais de Fortaleza. Ao todo, 12 mil idosos participam da iniciativa na Capital. No mês passado, os monitores das atividades físicas diárias foram capacitados sobre como combater as arboviroses e sobre o descarte irregular de lixo. A partir da próxima semana, durante as aulas oferecidas pelos bombeiros, os monitores repassarão as orientações aos idosos para ações na
comunidade de prevenção aos focos do mosquito. 

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