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Jornal

A arte de exercitar o amor

13/05/2017 17:00:00
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Em plena travessia da adolescência, campo fértil para mil e outros tantos questionamentos, Davi Pascoal, 16 anos, guarda pelo menos uma certeza. A da admiração que nutre pela mãe, a personal trainer Renata Pascoal, 38.


Mais que sua genitora, enxerga nela uma mulher forte, cheia de energia e jovialidade, pronta a motivar todos a manter hábitos saudáveis, dentro e fora do ambiente de trabalho. Acha “irado” ter mãe triatleta, afeita à rotina de exercícios desde quando ele se entende por gente. E o melhor, sem nunca relegar a segundo plano a maternidade.
 

O gosto de Davi pelo futebol, “doido para entrar em campo e fazer gols profissionais”, é fruto de semente plantada pela mãe, apaixonada por esportes. “Minha mãe é guerreira, batalhadora, principalmente no esporte. Ela treina muito”, orgulha-se.
 

Destaque em campeonatos de triathlon, Renata corre, nada, pedala e ainda cuida da pequena Luana — com apenas 11 meses — sem auxílio de babá. Focada em sua maratona cotidiana, talvez nem saiba, mas inspira todos os dias Davi a “não desistir fácil” dos objetivos. “Desde os mais palpáveis, aos sonhos aparentemente mais distantes, sejam passageiros ou não”, revela ele e emenda: “Contanto que não esqueça de estudar”.
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Com a chegada da irmã, demandando constantes cuidados, Davi saiu da casa da mãe para morar com o pai. Há cerca de um ano, sem a convivência cotidiana, os dois encontram tempo nos fins de semana para ir ao cinema, jogar frescobol na praia ou ir a restaurantes e comer sem culpa. Juntos, mãe e filho.
 

Mesmo que as diferenças, aqui acolá, provoquem meia dúzia de “briguinhas”, o amor — o velho e sempre remoçado bem querer — resolve tudo. “Às vezes, ela quer fazer coisas que eu não quero, mas a gente convive bem. Tenho vontade de estar bem mais perto, sinto falta”, diz Davi, oscilando entre a desenvoltura e a timidez, entre o menino e o adulto.
 

Davi e Renata costumam maquinar planos para ter o outro sempre por perto. O esforço por mais e mais encontros é estratégia para agitar a rotina e o coração. “A gente estava combinando de ela me pegar no colégio alguns dias da semana. Porque, às vezes, tem fins  de semana que não dá pra vê-la”.


Fisicamente distantes nos dias da semana, a tecnologia é o jeito mais prático de aproximação diária. Os conselhos e as conversas  sobre como foi o dia, se está tudo bem, estendem-se no WhatsApp.
 

“Gosto de muita coisa na minha mãe. Ela trata todo mundo que ela conhece muito bem. Diferente das outras mães, tem até Instagram e sempre posta foto lá”, conta. Para uns segundos para buscar na memória, como quem nunca houvesse feito, no que a mãe e ele têm  em comum. Encontra uma semelhança: “O rosto parece”. 


E conta que o temperamento também. É algo “difícil”, admite, emendando um pedido de desculpas. “Ela fica estressada mais fácil, mas normalmente é muito carinhosa, está sempre ajudando todas as pessoas que conhece”.
 

Quando surgem os problemas na escola ou discussões com um familiar, lembra imediatamente de Renata, para quem a maternidade é “muita abdicação, seja do que for”, além de “um coração cheio de amor para dar”.
 

“Minha mãe já fez muita coisa por mim e pela minha irmã, já abriu mão de muitas coisas. Ela passa amor e paz para os outros. É muito companheira”, conta sem esconder a empolgação. 

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Berenice e Lígia Costa

 

Dona Berenice — ou Berê para as amigas — não gosta do seu nome. Mas o que isso importa, se a “pequenininha” é uma imensidão de sorrisos, coragem, fofura e simplicidade? Enquanto se distrai madrugada adentro em suas costuras, deixa Adoniran Barbosa e outros cantores cheios de graça a tocar só pra morrer de rir. Acredita em Deus, nos santos, na honestidade. Para a família é só perdão e doação. Tem o cheirinho mais gostoso e, nos pequenos braços, o melhor e maior abraço do mundo. Sorte a minha!
LÍGIA COSTA É REPÓRTER DE NEGÓCIOS
ligiacosta@opovo.com.br 

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