VERSÃO IMPRESSA

Reação. Quais armas restam à imprensa utilizar contra Trump?

17:00 | 04/03/2017

Sem acesso a coletivas de imprensa, jornais e redes de televisão CNN dedicam ainda mais tempo a vasculhar Donald Trump e pessoas mais próximas a ele. O trabalho investigativo tem surtido efeito em alguns casos. Por exemplo, foram denúncias na imprensa sobre os contatos do então conselheiro de segurança nacional Michael Flynn com russos que fizeram com que ele renunciasse ao cargo.


Agora, o Attorney General (função que seria uma combinação de advogado-geral da União e procurador-geral da República), Jeff Sessions, é quem está na mira por encontro com russos. Democratas pedem que ele renuncie. Diante das suspeições, Trump tem intensificado os ataques a vazamentos das agências oficiais, FBI e NSA, que seriam as fontes não identificadas nos jornais.


Marty Baron, editor-executivo do Washington Post, reagiu: “Os ataques contraditórios de Donald Trump contra a mídia: um dia “eles não tem fontes”; no outro dia, parem os vazamentos”. O editor-executivo do New York Times, Dean Baquet defende que “contanto que as matérias sejam corretas, verdadeiras, o que tem sido o caso até o momento, contanto que elas ofereçam a perspectiva correta, está tudo bem”.


Meios de comunicação também lançaram campanhas sobre a importância da “verdade” e do bom jornalismo. The Guardian tem feito promoções para arrecadar doações para continuar com trabalho independente. Para conquistar assinantes, o Washignton Post traz o slogan “A democracia precisa de jornalismo excelente. O jornalismo excelente precisa de você”. Já o New York Times pagou para exibir comercial durante a cerimônia do Oscar, o jornal tem sido o maior alvo de críticas de Trump, que o chama de falido. (Isabel Filgueiras)

 

ADRIANO NOGUEIRA

TAGS