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Periodo chuvoso. Barracas contabilizam prejuízos

17:00 | 04/03/2017

Se para alguns setores o período chuvoso não significa melhoria de abastecimento, o segmento das barracas de praia sofre com a quadra invernosa. As precipitações reduzem o número de clientes, impactando diretamente no faturamento.
 

Ivan Assunção é proprietário da barraca Terra do Sol, na Praia do Futuro. Ele afirma que a cultura do fortalezense, de ficar em casa em dias chuvosos, contribui. “O fortalezense em dia com chuva ou nublado não vai pra praia. Essa cultura é muito forte. Querendo ou não, somos afetados”, disse.
 

Nos finais de semana que antecederam o Carnaval, a chuva não deu trégua. “Conversei com alguns colegas do setor. As barracas perderam entre 50% e 60% do faturamento com a chuva”, aponta. Apesar do impacto negativo, o desejo do empresário é que chova em horários que não prejudique o funcionamento da atividade. “Temos consciência da importância da chuva, mas sempre torço para chover de madrugada”, destaca.
 

Os bons resultados obtidos na estação são perdidos com o período da quadra chuvosa. Assim avalia Milton Ramos, proprietário da barraca Itapariká, também na Praia do Futuro. O rigor das chuvas diminui em até 90% o movimento de visitantes no estabelecimento. “Se for um dia meramente nublado, o percentual chega a 50%. É extremamente complicado ter um negócio que fica condicionado ao clima. A chuva pode cair 4 horas da manhã e não nos afeta. Se for às 10 horas, já tem prejuízo”, afirma. 


Enquanto as barracas de praia contabilizam os prejuízos ocasionados pelas precipitações, o Beach Park não sofre o efeito. “O período chuvoso não afeta a movimentação do parque. Os visitantes que se programaram para brincar ou os que vão sem estarem programados, mantem o roteiro mesmo com a chuva, já que vão para se divertir”, relata Maab Salgado, relações públicas do Beach Park.

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