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Família

A criatividade para ensinar sobre alimentação

O Arthur, 6, conhece direitinho os alimentos. Inclusive, mesmo ainda pequeno, sabe os benefícios de comer de forma saudável. “Mãe, bem que tu disse. Eu comi todo o feijão e a cenoura e fiz gol hoje no futsal”, comemorou com a mãe, a nutricionista Carone Alves, 34, após a jogada. Mas o processo foi difícil.

“Ele mamou exclusivamente os primeiros seis meses. Depois ele começou a ir comendo tudo, aceitando frutinhas e legumes. A coisa começou a desandar quando ele começou a ir para a escola e eu voltei a trabalhar. A criança não sabe o que é o doce ou salgado até você dar. Quando foi experimentando na escola e indo na casa de parentes”, conta.

O acompanhamento com uma nutricionista pediátrica ajudou a família. “A dificuldade não era propriamente dele, eram os adultos que estavam por perto, tiveram que se conscientizar. Mas ele vai tranquilamente para aniversários, come brigadeiro”. A sabedoria do pequeno é fruto das estratégias da mãe. “A gente brinca de fazer venda de frutas, a gente vai montando, ficamos vendendo e comprando. A gente faz picolé de sucos. Quando vem um amiguinho, cada um escolhe os sabores para fazer o picolé. A gente escolhe o que ficou mais gostoso”.

Fazer as receitas em casa, além do momento de brincadeira juntos, permite a substituição dos ingredientes. “De vez em quando eu faço brigadeiro biomassa de banana verde em casa, ai ele faz junto, ajuda a enrolar. A gente trocou cookie normal pelo que a gente faz. É só amassar banana e misturar um pouquinho de aveia e no lugar da gota de chocolate eu coloco blueberry, que é docinho”.

Nessas horas, Arthur se diverte, se acha o "chef de cozinha”. “A seletividade faz parte dessa fase, mas eu tô satisfeita. Ele come fruta diariamente, verdura, arroz, feijão. Não come embutos, salsicha, presunto. A alimentação exige tempo. Ele começou a fazer futsal. Ai eu digo: você acha que o Messi corre rápido e é forte assim porque?”.