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"Três bandidos escolheram o caminho do cemitério", diz secretário

01:30 | 06/01/2018

Depois de causar polêmica ao apontar dois caminhos para quem comete crimes contra policiais: a Justiça ou o cemitério, o secretário André Costa, da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), voltou a fazer declarações semelhantes na última quinta-feira, 4. Ao comentar a morte de três homens que, segundo ele, estavam praticando homicídios e roubos em Icó, Acopiara, Lavras e Iguatu, ele afirmou que os “três bandidos escolheram o caminho do cemitério”.


Costa relatou que durante abordagem do Comando Tático Rural (Cotar), alguns dos suspeitos atiraram contra os agentes da Segurança Pública. “Os choqueanos reagiram à altura e três bandidos foram mortos”, exaltou.


Quando fez pela primeira vez a declaração, o secretário foi criticado por dar margem aos policiais interpretarem erroneamente que os excessos serão respaldados pelo Estado. Uma das queixas veio do promotor de Justiça Marcus Renan Palácio. “Falar em cemitério pode estimular reações desviadas e abusivas. Vide, por exemplo, a Chacina do Curió”, disse à época ao O POVO.


Nas declarações da última quarta, André Costa argumentou que já configura legítima defesa quando alguém está em iminência de agredir outras pessoas, não necessariamente precisa haver o ato. “Se decidiu sacar a arma, a agressão já passa a ser iminente. E o policial deve fazer de tudo o que é necessário para evitar que inocentes sejam mortos”, explicou.


Segundo ele, a orientação dada aos policiais é que se alguém decidir colocar a arma em punho, os agentes devem agir. “O primeiro, o segundo, o terceiro e até o último tiro devem ser todos dos policiais. Até cessar a injusta agressão”, ressaltou. Costa parabenizou os policiais do Cotar. “Continuem firmes na missão, implacáveis contra esses criminosos. Linha dura com ações legítimas, dentro da legalidade”, disse.”

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