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É necessário aporte de 30%

01:30 | 18/01/2018


A situação do Castanhão ainda poderia ser pior, se duas medidas não tivessem sido adotadas. O abastecimento de Fortaleza e Região Metropolitana foi reduzido desde setembro e o reservatório passou a receber aporte do açude Orós para complementar a água que é enviada para cidades circunvizinhas e Capital,
Os 162,03 milhões de m³ de água do açude (monitorado pela Companhia de Gestão de Recursos Hídricos – Cogerh) ainda representam 12,74% do volume atual total de todos os 155 reservatórios monitorados do Ceará. Em termos comparativos, o açude Gavião, da bacia Metropolitana, atende Fortaleza e está hoje com 81,69% da capacidade. Mesmo com apenas 2,42% do volume, a água atual do Castanhão é equivalente a mais de seis vezes o Gavião.
 

A vazão do Castanhão guarnecia 11 cidades, de acordo Francisco Teixeira, titular da Secretaria de Recursos Hídricos. Com a baixa, somente São João do Jaguaribe, Jaguaribara, Limoeiro do Norte, Tabuleiro do Norte, Quixeré e Russas continuam a receber água do açude. Municípios como Itaiçaba e Palhano já são abastecidas com água de poços perfurados. Russas e parte de Quixeré devem ter o mesmo destino.
 

Para voltar a verter água com tranquilidade para Fortaleza e as cidades da região jaguaribana, o presidente da Cogerh, João Lúcio Farias, estima que seria necessário um aporte de 30% do volume total do Castanhão – algo em torno de 2,01 bilhões de m³. Em 2017, com chuvas indicadas como na média no Ceará, o aporte foi de 120,77 milhões de m³. Seriam necessários mais de 16 quadras chuvosas similares. 

 

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