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Ceará só definirá novas ações contra chikungunya após o Carnaval

| SAÚDE | Secretaria do Estado analisa possíveis mudanças no sistema de informação e uso de novas tecnologias para monitoramento. Prefeitura de Fortaleza divulga sua estratégia hoje

01:30 | 18/01/2018

Depois de concentrar 73% dos casos de chikungunya no Brasil em 2017, com quase 100 mil registros, o estado do Ceará só terá estratégias de combate ao Aedes aegypti divulgadas após o Carnaval, em meados de fevereiro. As ações específicas para Fortaleza serão comunicadas pela Prefeitura hoje.

%u201CDesde o ano passado, temos reuniões para traçar estratégias para este ano%u201D, explica a técnica do Núcleo de Controle de Vetores da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), Ricristhi Gonçalves. Ela afirma que estão em análise novas tecnologias de monitoramento e melhoramentos do sistema de informação.  

Os cuidados, porém, precisam ser contínuos. %u201CA população começa, se engaja, mas depois há uma diminuição do tratamento. Dessa forma, a proliferação (do mosquito) é inevitável%u201D, analisa.  

Em junho de 2017, a Sesa lançou um termo de incentivo aos municípios no combate a arboviroses. Aqueles que atingissem as metas participariam de rateio de R$ 10 milhões. Dentre os critérios estão a atuação de um comitê municipal de combate, o monitoramento dos indicadores de qualidade da vigilância das arboviroses e a cobertura mínima de 80% dos imóveis da Cidade. A pasta informou que a premiação será liberada após a avaliação dos indicadores consolidados. Ainda conforme a Sesa, mais de 80% das cidades aderiram à proposta em relação a 2016. Segundo Ricristhi Gonçalves, para este ano há a possibilidade de novo incentivo.

Enquanto isso, a técnica do Núcleo de Controle de Vetores da Sesa alerta para a importância de as pessoas redobrarem os cuidados contra o mosquito transmissor da dengue, da zika e da chikungunya. (Rubens Rodrigues)

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