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Barroso 2 terá base policial permanente

Titular da Segurança afirma que intenção da base policial é ocupar a comunidade e prender os responsáveis pelas ameaças pichadas nos muros

01:30 | 06/01/2018
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Famílias da comunidade Barroso 2, que deixaram as próprias casas após ameaça de facção pichada nos muros, têm sido orientadas pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) a voltar às suas residências. Pelo menos 20 famílias se mudaram do local, levando móveis e eletrodomésticos. O titular da pasta, André Costa, garantiu que a Polícia terá base de apoio 24 horas na comunidade para que as famílias fiquem em suas casas e os moradores que saíram possam retornar.


Moradores de travessas da rua Unidos Venceremos foram surpreendidos na manhã da última quarta-feira com pichações ordenando que saíssem das travessas, caso contrário, morreriam.


André Costa reconheceu que apenas a permanência da Polícia não resolve a situação. “É uma medida para garantir a segurança, mas a gente precisa também fazer o trabalho de investigação, responsabilizar essas pessoas e dar o exemplo para que outras situações não ocorram”, afirmou.


Na manhã de ontem, O POVO voltou à comunidade. O major Passos, responsável pela área, destacou que os grupos criminosos da Babilônia querem se apossar das travessas, pois estão sendo “sufocados” pela Polícia, que intensificou o patrulhamento no último mês. “Eles estão migrando de forma covarde para este ponto que consideram estratégico. É uma facção covarde que tenta oprimir o povo mais humilde e ocupar suas casas”, descreveu.


Passos reforçou que a tentativa de expulsar os moradores fez com que a Polícia também intensificasse o patrulhamento no Barroso 2. “O tiro vai sair pela culatra, porque a Polícia Militar, a Polícia Civil e os órgãos de inteligência vão saturar o local de forma permanente daqui pra frente. Não vai ser só o policiamento de viatura, vai ter policiamento enraizado”, garantiu o major.


André Costa acrescenta que o ponto policial permanente na comunidade não tem a intenção de escoltar mudanças, mas ocupar a região e prender os responsáveis.“Polícia não vai fazer esse papel de apoiar a ação desses bandidos”.



Prisões


Como O POVO publicou na edição de ontem, dois homens e uma mulher foram presos suspeitos da pichação. Com eles, foram apreendidas duas armas de fogo, balanças de precisão e entorpecentes. Eles foram autuados por porte ilegal de arma, tráfico e associação para o tráfico de drogas. Ao divulgar as prisões, no entanto, a SSPDS não esclareceu a relação dos suspeitos com as pichações.


Ontem, André Costa explicou que as três pessoas presas são suspeitas e não confessaram serem os autores das pichações, mas foram apontados por pessoas da região. O inquérito que apura o caso está sob responsabilidade da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Conforme o secretário, não há previsão de acionar outros órgãos do Ceará Pacífico.

JÉSSIKA SISNANDO

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