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Açudes maiores são solução, diz secretário

01:30 | 18/01/2018

| REDE DE ADUTORAS |  

Seis anos seguidos de seca e ainda assim o Castanhão resiste. Para o secretário estadual dos Recursos Hídricos (SRH), Francisco Teixeira, açudes de grande porte em detrimento de pequenos espelhos d’água ainda são saída  para enfrentar períodos de escassez, que são cíclicos na história do Ceará.  

 

Também apontado como solução, será apresentado este ano o Projeto Malha D’Água, que prevê a construção de uma rede de 34 adutoras para ligar grandes reservatórios a importantes centros urbanos.  

“Pequenos açudes ajudam a distribuir espacialmente a água. Mas, na época da chuva, eles interceptam a água dos maiores, e se precisa de chuva muito intensa pra fazer sangrar os pequenos, os médios e a água chegar aos grandes reservatórios. Fora isso, em tempos de seca, os pequenos secam. Os que resistem são os grandes. Nós tínhamos mapeados 28 mil espelhos d’água em 2012. Em 2016, no ápice da seca, só se enxergava menos de seis mil reservatórios. Ou seja, 22 mil secaram”, detalha Teixeira.  

Assim, a SRH prevê as construções de seis reservatórios. O açude Fronteira, em Crateús, terá capacidade de 500 milhões de m³ de água, já está licitado e com ordem de serviço pelo Dnocs. Na Serra da Ibiapaba, pretende-se construir o açude Lontras, com 350 mi de m³. O projeto já está pronto, e em fase de captação financeira. Na bacia do Coreaú, outros dois reservatórios, o Poço Comprido e o Pedregulho, poderão reunir juntos outros 500 mi de m³, e estão com projeto ainda sendo licitados. Outros dois açudes vão ser estudados.  

Outro objetivo, este a longo prazo, para os próximos 30 anos, é ampliar a rede de adutoras do Estado. “As 34 adutoras dariam maior robustez ao abastecimento humano. Quando temos uma seca como essa e ainda encontramos vulnerabilidades, temos que olhar para o futuro. Tudo que foi feito no passado foi importante, mas não foi suficiente”, define o secretário. O Projeto Malha D’Água, em fase de estudo, vai hierarquizar a construção das adutoras por importância e por urgência. As duas primeiras terão os os projetos feitos este ano.   

 

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