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Torre de vigilância no Jangurussu começa a funcionar em janeiro

A primeira de 30 torres previstas para Fortaleza deve ser inaugurada em 26 de janeiro. Implantação de cada equipamento custará R$ 1,5 mi

01:30 | 23/12/2017
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No dia 26 de janeiro, o bairro Jangurussu receberá a primeira Célula de Proteção Comunitária de Fortaleza. Em uma torre, de aproximadamente cinco metros de altura, dois guardas municipais e um policial militar farão o monitoramento de 40 câmeras instaladas pelo bairro. Na rua, outros 42 guardas armados e 20 policiais militares farão patrulhamento. Essa é uma das primeiras ações do Programa Municipal de Proteção Urbana, que deverá ainda disponibilizar 300 leitos para o tratamento de dependentes químicos.

[SAIBAMAIS] 

A expectativa, conforme a Prefeitura, é de que outra torre seja inaugurada no dia 6 de fevereiro na Comunidade das Goiabeiras, na Barra do Ceará. Receberão o equipamento também os bairros Canindezinho e Vila Velha, ainda em março; e a Comunidade do Dendê, no Edson Queiroz, em abril. Para atuar nas duas primeiras instalações, 115 guardas municipais passarão, em janeiro, por 100 horas/aula de capacitação sobre o uso de pistola.


Cada torre tem um custo de R$ 1,5 milhão para ser construída e aproximadamente o mesmo valor para manutenção mensal.


O patrulhamento no entorno da torre será dividido em três territórios: guardas em bicicletas por 300 metros, guardas em motocicletas ao longo de nove quarteirões e policiais militares na extensão que compreende até 14 quarteirões. A passagem dos agentes de segurança em determinados locais acontecerá por sorteio, evitando que seja sempre no mesmo horário.


Haverá ainda lançamento do aplicativo Olho Vivo, que possibilitará a comunicação direta entre moradores e a Guarda Municipal.


Jangurussu


“Na prática, nós vamos fazer a prevenção primária, que é melhorar a condição de vida das pessoas, a secundária, que é ajudar as pessoas a se prepararem profissionalmente, não terem conflitos, e teremos também uma estrutura para receber viciados”, afirmou o vice-prefeito Moroni Torgan, responsável pelo programa. Ontem, o vice-prefeito e os cinco coordenadores do programa estiveram no Jangurussu para visitar as obras de construção da torre.


Moroni destacou que o aplicativo deverá unir as pessoas à vigilância comunitária, no sentido de prevenir o cometimento de delitos. “Toda a teoria vai ser em cima da prevenção, de modo a estabelecer uma cultura de paz. E nada melhor do que a época do Natal para começar o trabalho na comunidade”, afirmou.


Na oportunidade, Moroni fez o anúncio sobre a implementação das ações, porém, sem a presença da comunidade. Pelo menos 50 guardas municipais e uma dezena de viaturas estavam no local. “A população não veio por causa do horário. Eu acredito que na inauguração vai estar todo mundo aqui”, disse.

 

Saiba mais


O aplicativo Olho Vivo será direcionado a quem mora ou trabalha no bairro onde a torre estará instalada.

 

Será feito cadastro individual. O sistema oferecerá opção de botão do pânico e GPS.

 

A meta da Prefeitura é de que, até 2020, Fortaleza tenha 30 torres, abrangendo mais de um terço da Cidade


As torres funcionarão durante 24 horas.

 

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