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Delegados envolvidos na operação Vereda se dizem inocentes

01:30 | 15/12/2017

Passada cerca de uma semana do afastamento, delegados da cúpula da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD) se pronunciaram ontem sobre a operação da Polícia Federal que apontava a suposta anuência dos três em um esquema de extorsão a traficantes. 

 

“Nós da assessoria jurídica não compreendemos a razão de ser de  uma operação dessa magnitude contra os delegados”, explicou Leandro Vasques, do Departamento Jurídico do Sindicato dos Policiais Civis do Ceará. Em coletiva de imprensa ontem, ele defendeu que nenhum dos três delegados acusados estava em exercício em 2015, na ocasião da prisão do traficante que fez a delação de origem da operação.


Na coletiva também estiveram presentes as delegadas Patrícia Bezerra e Ana Cláudia Nery. O delegado Lucas Aragão não compareceu. “Eu sinto muitíssimo por ter assistido à destruição de um trabalho tão bem feito à frente da divisão e ter visto tanto esforço sendo colocado em jogo. Mas acredito no bom senso da Justiça Federal”, afirmou Patrícia Bezerra, titular da DCTD.


As delegadas também negaram a anuência a qualquer esquema de facilitação de tráfico. Questionada sobre as prisões e apreensões de R$ 340 mil em espécie, Ana Cláudia ressaltou que nenhum dos policiais foram presos devido à Operação em 2015 e sim pelo flagrante.


“O que houve foi um policial que tinha uma arma em casa que não era registrada e um outro policial que estava com as cédulas que eles disseram que eram falsas e foram enviadas para apreciação da perícia. É bom que isso fique bem consignado para não rotular esses policias como se eles fizessem parte de uma organização criminosa de tráfico de drogas”, afirmou Nery.


O advogado dos delegados afirmou que serão feitas petições alegando não só a inocência dos profissionais como questionando a competência da Justiça Federal na apreciação do caso.

ADRIANO NOGUEIRA

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