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Sem data para retorno de obras, canteiros do Metrofor são desfeitos

Após reclamação da população, a Praça do Cristo Rei será reaberta. Canteiro na avenida Washington Soares também será desmontado

01:30 | 25/11/2017
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Dois canteiros de obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza (Metrofor), localizados na Praça da Bandeira, conhecida como Praça do Cristo Rei, e na avenida Washington Soares, em frente ao Fórum Clóvis Beviláqua, devem ser desinstalados e os locais devolvidos à Cidade até o início de dezembro. Os dois espaços permanecerão acessíveis à população até que as obras sejam reiniciadas. Paralisadas há dois anos, não há previsão de quando as obras serão retomadas nem como será a intervenção nos locais.

De acordo com a Seinfra, haverá limpeza, recomposição do piso com pedras portuguesas, além de ações de paisagismo nos locais.

No último dia 14 de novembro, O POVO publicou matéria sobre as obras paradas na Praça do Cristo Rei
No último dia 14 de novembro, O POVO publicou matéria sobre as obras paradas na Praça do Cristo Rei

A devolução da praça é comemorada pelos moradores. A interdição do equipamento para o canteiro de obras da Estação do Colégio Militar causou transtornos a quem mora no entorno. Como O POVO publicou em setembro de 2016 e na semana passada, moradores das proximidades reclamavam de insegurança e falta de manutenção no local. “Se você passar aqui à noite não tem um pé de pessoa. Era uma praça muito utilizada, movimentada. As pessoas passeavam, faziam exercício, caminhada, corrida”, reclama Letícia Gomes, 22. Para a atendente, a desobstrução da praça vai diminuir a insegurança no local. “Acho que vai melhorar”.

Na praça, parte dos entulhos e materiais de construção foi retirada e árvores começaram a ser podadas. Cercado por muros, o canteiro ainda tem pedaços de madeira, estruturas de ferro e pedras. No espaço de obras da estação Edson Queiroz, no canteiro central da avenida Washington Soares, pedestres e ciclistas ainda disputam espaço na lateral de um dos muros que cercam o espaço.

“Se começou a ser feito e não vai continuar, tem que tirar. Modifica a vida de todo mundo. Quem vem na ciclovia tem que desviar porque não tem mais como ir por dentro”, considera a estudante Bárbara Lima, 25, que diariamente passa próximo ao canteiro. “Vai ser bom, se tirar. Mas seria melhor se tivesse uma estação. Fortaleza é uma cidade tão grande e precisaria de estações e linhas de metrô correndo na cidade porque os ônibus não são suficientes”, argumenta.

De acordo com a assessoria, a Seinfra montou força-tarefa com o Metrofor e a Prefeitura de Fortaleza para devolver as áreas para a população. O titular da Seinfra, Lucio Gomes, reconheceu, em nota, que “os dois canteiros estavam sendo utilizados apenas para depósito de materiais pelo consórcio construtor, que os devolveu ao Governo do Estado”. Ele disse ainda que quando a obra for reiniciada, a secretaria irá avaliar qual a melhor forma de mobilizar os canteiros novamente.

De acordo com a Seinfra, “a retomada da obra depende da liberação dos recursos”. Questionada sobre prejuízos orçamentários do atraso, a assessoria informou que “todas as ações relacionadas ao projeto da Linha Leste são tomadas no sentido de preservar o erário”. Ainda será elaborado inventário de cada trecho da obra para que possam ser avaliados os possíveis danos da paralisação do serviço.

ANA RUTE RAMIRES | HELOISA VASCONCELOS