VERSÃO IMPRESSA

Procuradoria recorre ao STJ e solicita denúncia de tenente-coronel

01:30 | 10/11/2017

Por meio do Núcleo de Recursos Criminais (Nucrim), a Procuradoria-Geral de Justiça do Ceará (PGJ) apresentou, no último 16 de agosto, agravo de instrumento ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), solicitando a inclusão do tenente-coronel Plauto de Lima entre os réus no processo sobre a Chacina da Grande Messejana.


Denunciado por omissão, o oficial não teve prisão preventiva decretada pela Justiça, que recusou a denúncia. Na ocasião, o Ministério Público (MPCE) recorreu ao Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), mas o recurso, em sentido estrito, que tramitava na 3ª Câmara Criminal, também foi negado. Por este motivo, o Nucrim apresentou recurso especial junto ao STJ. Não há previsão de quando o caso será avaliado pela Corte.


À época major, Plauto era supervisor do Policiamento da Capital. Conforme áudios divulgados pelo MPCE, o oficial foi informado, em tempo real, sobre a sequência de mortes. Em uma das gravações, Plauto questiona: “Já tem informação de quem são essas pessoas?”. Diante da negativa, diz: “é algum vírus que está matando esse pessoal, só pode. Tragédia isso aí”. Noutro momento, comunicado de um homicídio na Serrinha, Plauto responde que a ocorrência “foi fora do esquema de lá”.


Para o MPCE, as gravações indicam que ele estava “ciente”. A junta dos magistrados designada para o processo entendeu, porém, que os elementos do inquérito não incluem Plauto na cena dos crimes, tendo o oficial se deslocado, anteriormente, para Itaitinga, por motivação comprovada, em razão de uma rebelião. Os juízes Ely Gonçalves Júnior, Bessa Neto e Adriana Dantas consideraram ainda que não há indícios de que Plauto tenha “aderido às condutas dos demais réus”. (Thiago Paiva)



ADRIANO NOGUEIRA

TAGS