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Exames falsos de gravidez são usados para burlar cadastro de visitante

01:30 | 13/11/2017

O gestor da Coordenadoria Especial do Sistema Penal (Coesp), Edmar de Oliveira Santos, afirma que, entre os cadastros de visitantes realizados diariamente, são identificados casos de tentativas de burla no sistema. Documentos declarando falsa união estável, exames de gravidez falsos e até identidades falsas são usados com esta finalidade. A apresentação de documentação falsa, conta Edmar, ocorre quando a visitante ainda é adolescente e altera a idade. Conforme o gestor, os casos são recorrentes.

“Temos constatado pessoas tentando trazer declarações falsas e temos uma parceria, que quando há identificação de um caso desses é acionada a Polícia Civil. Temos uma média, por fim de semana, de seis a oito mil mulheres nos grandes presídios e, uma vez ou outra, alguém consegue burlar”, ressalta.

De acordo com o coordenador, quando é notada alguma prática ilegal em relação aos visitantes, incluindo o uso do cadastro para a prostituição, ocorre a suspensão do cadastro por até três meses ou a suspensão total, o que depende da gravidade da infração.

O coordenador informa que existe ainda a Coordenadoria de Inteligência e, quando é identificado algum caso específico de irregularidade no cadastro, é levado à autoridade policial. “São enviados relatórios e é acionada a Polícia. Também temos encaminhado casos nesse sentido ao Ministério Público”, relata.