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Dia de Finados: as muitas formas de expressar a saudade

Visitar a sepultura de alguém querido é falar de amor permanente, de saudade constante. O POVO reúne histórias de quem busca preencher a ausência com as boas lembranças

01:30 | 03/11/2017
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União. Os irmãos Moisés, 82, Carmem, 76, Maria do Carmo, 75, e Josenias Rodrigues Pereira, 78, levam riso, música e oração ao túmulo dos pais e de outros dois irmãos no Parque da Paz. “Naquela mesa, ele contava histórias que, hoje, na memória, eu guardo e sei de cor…”, completou Josenias, entoando uma composição do cantor Nelson Gonçalves, um dos preferidos do pai. Sorrindo, Moisés, que é padre, explicou a dinâmica da família: “a gente é muito unido”.

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Homenagem. Anualmente, Alex Machado Araújo, 30, percorre os cemitérios São João Batista e Jardim Metropolitano com familiares para desempoeirar e enfeitar os túmulos dos patriarcas da família.

 

No São João Batista, a cova encerra os corpos dos avós e de um tio do professor. “A gente vem, faz a limpeza e tem um momento de oração”, resumiu. É como “prestar homenagem a quem tanto fez pela gente”.

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Amor permanente. No Jardim Metropolitano, em frente à cova da mãe e do esposo, a aposentada Lúcia Jales Ribeiro, 62, traduz: “Com o tempo, a gente torna o sofrimento uma saudade não tão dolorosa. Mas, saudade, vai existir sempre”. Ela disse, ainda, que, no começo, o luto pode parecer uma dor insuportável, mas que, depois, “se transforma em… como eu posso dizer? Uma lembrança. Um amor permanente”.
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A segunda casa. Antônio Martiniano, 77, já se despediu de quatro irmãos no cemitério São João Batista, no Centro. “Quando vai chegando o Dia dos Finados, me dá aquele arrocho no coração. Lembro deles ‘tudim’”, conta o comerciante, que costuma visitar o local todos os meses. Por isso, tem o São João Batista como segunda casa. “Eu estando aqui, é mesmo que estar com eles”, comentou.

 

ADRIANO NOGUEIRA

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