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Apreensões não reduziram número de mortes

01:30 | 03/11/2017


Estatísticas da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) apontam que, entre janeiro e setembro deste ano, o número das apreensões de armas e drogas aumentou, expressivamente, numa comparação com o mesmo período de 2016. O resultado, porém, não implicou numa redução direta no número de homicídios. 


Enquanto o total de drogas retiradas de circulação cresceu 95% com relação à quantidade de drogas recolhida durante todo o ano passado, os assassinatos também aumentaram, em comparação com igual período do ano anterior, em 47%. Nesse mesmo intervalo, os roubos também apresentaram alta, de 5%.
 

Para o sociólogo Geovani Jacó, o paralelismo entre os dados denota que o investimento exclusivo em políticas de repressão não resultará na redução da criminalidade. Os números contraditórios, para ele, representam um grande ciclo vicioso. “Quanto mais se aumenta a repressão ao uso, mais se prende, mais se abarrota o sistema prisional, mais se mata e, no fim, volta tudo como estava antes. É muito mais fácil eleger um inimigo comum, o jovem usuário, do que traçar efetivas formas de combate à organização do narcotráfico”, concluiu.

ADRIANO NOGUEIRA

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