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Jornal

Morte de adolescentes também cresceu

11/10/2017 01:30:00
Em um cenário de completa vulnerabilidade social, adolescentes que vivem nos assentamentos precários de Fortaleza continuam padecendo numa guerra em que o único controle social é desempenhado pelas polícias. Esta é a avaliação do sociólogo Thiago Holanda sobre o aumento de mortes de adolescentes, entre 2016 e 2017.

 

De janeiro a agosto de 2016, no Conjunto Palmeiras, nenhuma ocorrência foi registrada - neste ano já são sete jovens mortos. No Cristo Redentor, a alta foi de 600%, passando de um a sete casos, mesma estatística do Edson Queiroz, que completa a lista de bairros com maiores variações.


“As famílias estão perdendo seus filhos em uma situação de vulnerabilidade muito grave. Sem acesso aos serviços e políticas públicas e sem a presença do Estado para mediar os conflitos. Essas vidas acabam tendo menos valor. Para corrigir isso, o comitê propõe uma política de prevenção e não repressão”, diz Holanda.


O sociólogo defende urgência de políticas e programas sociais para jovens vulneráveis, bem como a proteção das famílias, além de uma política de controle de armas. “O controle de armas é pouco discutido. Não há controle. E o que está matando as pessoas não é o fuzil, é o 38, o ponto 40 produzido no Brasil. Mas como essas armas chegam à periferia?”, questiona. (Thiago Paiva)



Adriano Nogueira

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