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Jornal

Iniciada obra de requalificação e construção do parque em sítio Tunga

Impasse começou na gestão de Luizianne Lins (PT). Ambientalistas criticaram parceria entre Município e iniciativa privada

10/10/2017 01:30:00
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Área de impasse desde a gestão da ex-prefeita Luizianne Lins (PT), a operação urbana consorciada (OUC) Sítio Tunga, no bairro Luciano Cavalcante, será cortada por vias públicas até abril de 2018. No espaço, será ainda criado um parque ecológico, com 4,3 hectares, onde serão instaladas pistas de cooper, praça e quadras de esportes. Os equipamentos são parte da contrapartida para que as empresas FCM Comercial e WR Engenharia instalem um empreendimento imobiliário na região. Na manhã de ontem, o prefeito Roberto Cláudio (PDT) assinou ordem de serviço para o início dos trabalhos, orçados em R$ 3,9 milhões.

 

Nesse tipo de acordo público-privado, o ente público concede direitos além dos previstos na Lei de Uso e Ocupação do Solo para áreas de grande interesse imobiliário. Em troca, os empresários requalificam algum espaço da Cidade. A OUC Sítio Tunga foi aprovada em abril de 2011. A proposta determina permuta entre terrenos da Prefeitura e das construtoras. No acordo, o Município recebe área na avenida Juscelino Kubitscheck, no Passaré, para construir o conjunto habitacional Margaria Alves.


Arquiteto e urbanista da Secretaria do Urbanismo e Meio Ambiente do Município (Seuma), Prisco Bezerra explicou que o trecho receberá novas ruas. Uma avenida irá ligar o bairro à Cidade dos Funcionários e ao Jardim das Oliveiras. A via terá 24 metros de largura, canteiro central, passeios largos e acessíveis, além de ciclofaixa. Outras duas ruas auxiliares serão implantadas.


“Teremos ganhos importantes para Fortaleza. O primeiro é uma via no sentido Norte-Sul, paralela à Rogaciano Leite e à Washington Soares. E, o mais importante, a Cidade vai ganhar 4,3 hectares de área verde preservada”, ressaltou o prefeito. A manutenção do parque será financiada pelo empreendimento imobiliário durante dez anos.

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De acordo com Fábio Timbó, representante da imobiliária FCM, a primeira etapa dos trabalhos atende a “parte pública” do acordo. “Depois serão feitos edifícios para trazer um grande equipamento imobiliário para essa área que estava morta”, disse.


À época que a proposta foi apresentada, em 2011, alguns vereadores alinhados ao movimento ambientalista criticaram a iniciativa. O ex-vereador João Alfredo (Psol) foi um deles. Ele acusou o acordo de ser mau negócio para a Cidade, já que o Sítio Tunga sofreria grandes danos contra a cobertura vegetal, segundo ele.


Ontem, o prefeito afirmou que as reclamações contra o projeto foram ouvidas e atendidas. “Inclusive, acordamos a ampliação da área verde, que era uma das preocupações. A área inicialmente de preservação era de 2,1 hectares. Foi expandida para 4,3 hectares”.

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