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Uber investiga ingresso de motorista que tem antecedentes criminais

A Uber investiga falha no ingresso de motorista que respondia na Justiça por tentativa de homicídio. Marlon foi morto na terça, 12

01:30 | 14/09/2017
A Uber iniciou uma investigação interna para identificar como o motorista Marlon John Barbosa Ribeiro, de 37 anos, que respondia na Justiça por tentativa de homicídio, conseguiu ingressar como parceiro da empresa, mesmo com o rigoroso processo de seleção.

 

Marlon foi morto na noite da última terça-feira, 12, em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), quando fazia uma corrida fora do seu horário de serviço para a Uber.

O POVO apurou que embarcaram no veículo uma mulher e dois homens, mas ao chegar à rua São Jerônimo, dois homens encapuzados saíram de outro automóvel e efetuaram vários disparos contra Marlon, a maioria na região da cabeça.

Ele morreu no local. Em seguida, os criminosos foram até a casa da vítima e invadiram a residência. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), havia vestígios de papéis queimados no quintal. Um computador foi roubado. Uma fonte da Polícia Civil afirmou que ele teria envolvimento com clonagem de cartões.

Segundo o processo cujas informações estão públicas no site do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), Marlon John havia sido preso em flagrante no dia 20 de fevereiro deste ano, em Maracanaú, pelos crimes de associação criminosa, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo. Conforme o processo, Marlon se envolveu em um tiroteio em um bar durante uma investida contra policiais militares.

O conflito aconteceu no Conjunto Timbó. A Polícia recebeu a informação, via Ciops, sobre três homens que teriam chegado ao bar com uma motocicleta roubada. Ao tentar abordar os suspeitos, a Polícia foi recebida a tiros. Um dos disparos atingiu uma senhora que estava em uma sala anexa ao bar. Um dos suspeitos fugiu e deixou cair revólver calibre 38. Marlon e outro suspeito foram presos e foi apreendido outro revólver calibre 38.

Uber

A assessoria de comunicação da Uber informou que está investigando a falha no ingresso de Marlon. Para atuar como motorista para o aplicativo, é realizada checagem de segurança que identifica se o motorista tem antecedente criminal com a secretaria da segurança local. “Nós fazemos uma checagem muito mais ampla que envolve diários oficiais e bases digitais de Tribunais de Justiça de todo o Brasil. Estamos investigando este caso específico”, informa a assessoria.

 

Saiba mais

 

No último dia 23 de junho, o motorista da Uber e universitário Guilherme e Silva Maia, de 22 anos, foi morto ao deixar uma passageira nas proximidades do residencial Alameda das Palmeiras, no Ancuri. Ele foi abordado por criminosos que efetuaram disparos contra o rapaz.

 

Guilherme teria atravessado área dominada pelo tráfico e que possui pichações que ordenam os motoristas a transitarem com o vidro baixo e luz acessa. Em caso de motocicletas, as pichações avisam para retirar o capacete ao passar pelo local. A Divisão de Homicídios prendeu os suspeitos deste crime.

JéSSIKA SISNANDO