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Jornal

Projeto oferece assistência a filhos de detentos

19/09/2017 01:30:00
Amenizar os impactos psicológicos que o encarceramento dos pais pode provocar na vida dos filhos. O Proteção à Infância e à Adolescência (Proinfância) já atendeu 47 pais nos últimos 15 dias, em Fortaleza. A maioria deles tinha de um a dois filhos. Já são quase 100 crianças que serão encaminhadas para medidas protetivas à rede de assistência e proteção à criança e ao adolescente.

 

Na manhã de ontem, o Ministério Público do Ceará (MPCE), Tribunal de Justiça do Estado (TJCE) e Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) reuniram representantes de entidades de defesa da criança e do adolescente e de outros órgãos municipais para apresentar o projeto e destacar a atuação das diferentes entidades no projeto.


“A nossa ajuda é psicológica. É necessário que a gente saiba em que lar a criança vai ficar, como ela vai ser tratada. Por isso a gente tem que identificar e acionar a rede de apoio”, explicou a titular da Sejus, Socorro França.


O projeto orienta que, no Interior, delegados de Polícia Civil devem, ao elaborar a prisão em flagrante, enviar ofício com a informação aos conselhos tutelares ou aos Creas, para garantir assistência aos jovens.


Em Fortaleza, o processo inicia após parecer do juiz, na Vara de Audiência de Custódia. Equipe multidisciplinar é acionada para encaminhar os que têm filhos a uma avaliação psicossocial. O objetivo é detectar quais as intervenções serão necessárias para assegurar diretos como saúde física e psicológica e educação aos filhos. (Bruna Damasceno/Especial para O POVO)

Adriano Nogueira

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