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Jornal

Corpos de jovens são achados com sinais de tortura na Barra do Ceará

As duas jovens, uma de 16 e outra de 23 anos, foram mortas a tiros e encontradas com os cabelos raspados e pichações pelo corpo. Caso é investigado

18/09/2017 01:30:00
Duas jovens foram assassinadas a tiros e encontradas com sinais de tortura, na manhã de ontem, na rua Manoel Gadelha, no Morro de Santiago, comunidade da Barra do Ceará. Os corpos de Karolina Morais de Melo, 23, e Luziara Rodrigues dos Santos, 16, estavam com os cabelos raspados e pichações na cabeça e em outras partes.

 

Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), até a noite de ontem, ainda não havia informações sobre a autoria do crime. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.


O POVO apurou que, no sábado à noite, 16, as jovens pegaram um ônibus da linha Grande Circular com mais sete meninas após saírem de uma festa na região da avenida Beira Mar. No coletivo, as jovens, moradoras do bairro Padre Andrade, teriam brigado com um grupo de oito homens e quatro mulheres, moradores do Morro de Santiago. Durante a discussão, os homens teriam ameaçado as duas vítimas de morte.


Conforme as apurações do O POVO, as duas jovens foram retiradas de dentro do coletivo, na avenida Radialista José Lima Verde, no bairro Barra do Ceará, pelo grupo rival.


Na noite de ontem, vídeo circulava nas redes sociais mostrando grupo do Morro de Santiago invadindo a comunidade Língua de Cobra, no Padre Andrade. No vídeo, homens em motos efetuam disparos com armas de grosso calibre e exaltam nome de facção criminosa.

 

Outro caso de tortura


Há quase um mês, dois homens foram encontrados mortos na Barra do Ceará com sinais tortura. As vítimas tinham entre 20 e 25 anos. Os corpos estavam em uma moita entre o calçadão e a faixa de areia, onde também foram encontrados vários pedaços de corda. Uma das vítimas estava com uma sacola amarrada na cabeça.


Um suspeito foi encontrado próximo à cena do crime portando drogas, mas não foi confirmada participação dele no crime.

Adriano Nogueira

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