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Jornal

Governo alugará viaturas para substituir frota em manutenção

Anúncio foi feito ontem, na solenidade de entrega de 329 viaturas próprias do Estado. Até o fim do ano, 600 veículos devem ser locados para compensar faltas por motivo de quebra ou problemas mecânicos

11/07/2017 01:30:00
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O Governo do Ceará vai alugar carros para suprir o desfalque de viaturas policiais. A decisão foi compartilhada ontem, 10, pelo governador Camilo Santana (PT), ao entregar 329 veículos próprios para as polícias Militar, Civil, Rodoviária Estadual e a Perícia Forense, em solenidade na Arena Castelão. De acordo com o coronel Ronaldo Viana, comandante da Polícia Militar, o aluguel deve começar “pra ontem” e a intenção é de que, até o fim do ano, 600 viaturas locadas reforcem a frota.


“Sai um pouco mais caro na hora de alugar”, admite o governador. Mas, segundo ele, o custo compensa por não desfalcar a frota no momento em que uma viatura própria quebra ou fica paralisada por problemas mecânicos, por exemplo. Conforme o coronel Viana, a empresa que ganhar a licitação deve dispor de pelo menos cinco viaturas em condições de serem empregadas na substituição de uma que estiver com defeito.


A preocupação com o aumento da frota da segurança estadual, que hoje conta com 1.566 carros, deve-se também à convocação de 4,2 mil policiais militares até maio de 2018 — 1,4 mil em outubro, 1,4 mil em dezembro e o restante no próximo ano. “Tudo isso vai nos ajudar a ter mais presença policial nas ruas e reduzir o tempo de resposta do 190. A demanda é grande”, justificou o secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa.


Tecnologia


As 329 viaturas entregues ontem são dos modelos Duster, Trailblazer, Pajero e Aircross e serão distribuídas em Fortaleza, Região Metropolitana (RMF) e nas regiões de Sobral e do Cariri. Para comprar os carros e equipá-los, foram investidos cerca de R$ 28 milhões. Entre os equipamentos que acompanham os veículos, o secretário André Costa citou smartphones — integrando rádio e georreferenciamento — e aplicativos de identificação de placas de automóveis roubados.


Além disso, Costa disse que, em breve, será possível acionar a central de emergência 190 também por um aplicativo para smartphone. “O cidadão vai poder passar a ocorrência (pelo celular) sem ter que telefonar, inclusive podendo passar fotografias e filmagens, com precisão da localização por GPS”, detalhou o secretário.


Ladeado por apoiadores políticos como vereadores, prefeitos, deputados e representantes do setor privado, o governador Camilo Santana aproveitou o momento para reforçar a falta de uma política nacional de Segurança Pública e para dizer que, devido aos recentes assaltos a banco no Estado, incluindo o que aconteceu em Ipueiras no último fim de semana, vai enviar à Assembleia Legislativa projeto de lei “exigindo que as agências bancárias do Ceará utilizem tecnologia moderna para evitar esse problema”.


Tanto o governador como o secretário André Costa evitaram, porém, comentar abertamente o contínuo aumento nos índices de homicídios — último balanço da SSPDS registrou aumento de 217% em junho em Fortaleza. “Toda ocorrência é georreferenciada e, com mais viaturas e policiais nas ruas, a gente pode saturar melhor essas áreas”, comentou o secretário. Camilo, por sua vez, disse: “a Polícia está trabalhando, tem meu apoio. Nós estamos agarrados com o problema”.

 

Bate-pronto

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Moroni Torgan, vice-prefeito de Fortaleza


O POVO - Tratando de Fortaleza, qual seria a melhor estratégia de atuação da Polícia em relação ao aumento do número de homicídios este ano?


Moroni Torgan - Estamos começando um programa em conjunto com o Governo do Estado, de células de proteção comunitária. Essas células terão atuação mais específica. Sozinhas, não iam resolver. Mas, com a união das delegacias, das rondas que já existem, tenho certeza que até o ano que vem vamos ver esses índices baixarem.


OP - Como essas células vão funcionar?


Moroni - Pensando, principalmente, na política prevencionista. Tanto que, primeiro, foi montado um conselho municipal de proteção urbana.

Esse conselho tem uma secretaria executiva que vai funcionar na (sede da) vice(-Prefeitura) e é essa secretaria que vai coordenar ações das células de proteção comunitária. As ações serão basicamente preventivas. De primeiro grau, que seriam ações de urbanização; segundo grau, que seriam as de educação, cultura; e a de terceiro grau, que é a vigilância eletrônica. Vamos ter torres que vão monitorar em torno de 200 quarteirões. Estamos começando pelos lugares que tiveram maior índice de homicídios: Jangurussu e Barra do Ceará. Queremos botar 15 unidades dessas até o início do ano que vem.

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