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Educação em tempos de internet depende de discernimento

Convidados do programa O POVO quer saber dialogaram sobre os desafios da educação diante das transformações tecnológicas

01:30 | 28/07/2017
Participaram do programa o jornalista Rômulo Costa, o consultor e professor W. Gabriel e o psicólogo, neurocientista e professor Tauily Claussen. O debate é mediado pela jornalista Rachel Gomes EVILÁZIO BEZERRA
Participaram do programa o jornalista Rômulo Costa, o consultor e professor W. Gabriel e o psicólogo, neurocientista e professor Tauily Claussen. O debate é mediado pela jornalista Rachel Gomes EVILÁZIO BEZERRA

Os adultos devem ter discernimento e estabelecer regras para o uso da tecnologia. Essa é a avaliação dos especialistas convidados para a edição de ontem do programa O POVO Quer Saber, que discutiu como educar filhos na era das relações virtuais. As novas tecnologias, eles apontaram, não devem ser “vilanizadas”, mas tratadas como parceiras na educação.

W. Gabriel — consultor e professor de Mídias Sociais — diz que dispositivos como celulares e tablets costumam funcionar como o “bico” de décadas passadas, utilizados para acalmar ou entreter as crianças em alguns momentos. “É um bico muito mais perigoso caso você não observe bem os danos que podem ser causados”, pontua.

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Uma situação cotidiana é o uso excessivo feito por pais, que chegam a negligenciar pedidos de atenção feitos pelas crianças. Nesse bojo estão as “olhadinhas no WhatsApp” enquanto os filhos querem brincar, por exemplo. É preciso, dizem os especialistas, estabelecer regras claras para o uso — como desligar o telefone em alguns momentos e priorizar contatos pessoais.

Há também filhos excessivamente conectados e pais que demandam atenção. Tauily Claussen — psicólogo, neurocientista e professor de Psicologia — apontou, no programa, como caminho a criação de passeios em família e atividades que se tornem mais atrativas do que as tecnologias. “Os pais tem que pensar o que podem fazer de diferente”, acredita.

Nas participações do público, houve quem apontasse que há “preocupação excessiva” por parte de famílias e educadores, pois fenômeno semelhante ao das novas mídias teria sido vivido com videogames, jogos eletrônicos e televisão. Para W. Gabriel, entretanto, os termos atuais são mais completos.

“Não temos como comparar o receio e o medo de televisão, do rádio e de outros canais com a internet”, frisou, explicando que “a internet tem tecnologia mais ampla e mais complexa sobre rastreamento de pessoas e vários mecanismos que podem, sim, causar um risco não só para a criança, mas também para os adultos. Os navegadores fazem rastreamento de pessoas e absorvem históricos. Esse risco não existe na televisão”, afirmou. “Quando você entra na seara da internet, entra em uma janela para o mundo inteiro. A gente precisa discutir bastante esses assuntos para aprender a criar os filhos”, acredita.

 

 

 

Saiba mais

O programa O POVO Quer Saber discute temas da atualidade. Desde segunda-feira, 24, especialistas estão nos estúdios da Rádio O POVO CBN para falar sobre assuntos como aposentadoria, crise hídrica e adoção.

O encerramento do ciclo de programas acontece hoje.

 

O POVO Quer Saber

Tema de hoje: “Zika, chikungunya, viroses, epidemias. A vida em perigo”, com Anastácio Queiroz, médico infectologista e professor de Medicina da UFC, e Eyorand Andrade, médico reumatologista

Horário: às 11 horas

Onde: Rádio O POVO CBN (AM e FM), com transmissão em www.opovo.com.br/ opovoquersaber

ISABEL COSTA