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Jornal

Delegacia no Antônio Bezerra é alvo de ataque

De acordo com a Polícia Civil, quadrilha tentava matar integrante de facção rival, detido na carceragem da unidade. Três foram presos e outros nove seguem foragidos. Sindicato critica falta de segurança nas delegacias

25/07/2017 01:30:00
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Uma quadrilha com 12 homens atacou, na noite do último domingo, 23, o 10º Distrito Policial, no Antônio Bezerra. O grupo chegou à unidade por volta das 23 horas disparando diversas vezes. Houve troca de tiros com os policiais de plantão no local. Ninguém se feriu, mas a portas e janelas da fachada ficaram danificadas. “Uma parte (do grupo) ficou fora em três carros. Os bandidos fugiram depois do revide, mas conseguimos deter três suspeitos”, explicou o delegado Barbosa Filho, titular do 10º DP.


Francisco Anderson Sales Sousa, 21, Italo Mendes dos Santos, 20, e Juliano Moura da Silva, 31, estavam escondidos em um prédio abandonado no Antônio Bezerra e foram autuados por tentativa de homicídio e organização criminosa. Com eles, foram apreendidos cinco armas de fogo, sendo quatro revólveres calibre 38 e uma pistola 9mm.


Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a prisão foi feita por agentes civis e militares da Força Tática de Apoio, que iniciaram as buscas na região ainda à noite, logo após o crime.


De início, a Polícia acreditava que o objetivo da quadrilha era resgatar integrante de uma facção preso no local. No entanto, a Polícia Civil confirmou posteriormente que o intuito do ataque era matar um desafeto integrante de um grupo rival que estava detido no 10º DP.

Nem o suposto resgate, nem a tentativa de homicídio foram concretizados.


A Polícia Civil ainda realiza diligências para tentar prender os outros nove envolvidos. Câmeras de segurança da unidade policial estão sendo utilizadas para identificar os suspeitos. Em uma das gravações, duas mulheres que estavam na entrada da delegacia chegam a se jogar no chão para não serem atingidas pelos tiros. Carros estacionados na parte externa da delegacia, de pessoas que estavam em atendimento na unidade durante a ação, também foram atingidos.


Sinpol aponta outra tese


O Sindicato dos Policiais Civis do Ceará (Sinpol) sustenta a hipótese de que o ataque se tratava mesmo de um resgate de membro da facção.

Segundo a entidade que representa a categoria, durante todo o domingo, a Polícia teve informações antecipadas sobre a tentativa de resgate e, como prevenção, realizou a transferência dos encarcerados que supostamente seriam resgatados.


“Nenhuma providência foi tomada no sentido de reforçar o plantão. Isso é decorrência de uma custódia ilegal de presos. O Ministério Público tem ações civis públicas pedindo a desativação das carceragens nas delegacias. No entanto, a administração não demonstra vontade política em acabar com essa situação que põe em risco os profissionais e as pessoas que buscam atendimento nas delegacias”, afirmou Francisco Lucas, presidente do Sinpol, em vídeo publicado no Facebook.

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João Marcelo Sena

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