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Parte de vagas de Zona Azul deve ser gerida pela iniciativa privada

13/06/2017 01:30:00
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Até o segundo semestre, a Prefeitura de Fortaleza deve lançar edital de concessão para que parte das vagas de Zona Azul sejam gerenciadas pela iniciativa privada. A informação foi dada pelo superintendente da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), Arcelino Lima, após reunião na tarde de ontem com membros da diretoria da Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL). A reunião que discutiu questões de ordenamento do Centro ocorreu na sede da entidade.

 

Segundo Arcelino, a lei 10.408, de 22 de outubro de 2015, já permite a concessão desse tipo de serviço à iniciativa privada. Onde e quantas seriam as vagas e qual seria o valor a ser cobrado serão determinados por estudo em curso. “O apoio operacional nos garante tanto a demarcação quanto o monitoramento (que seria exigido contratualmente), com câmeras ou pessoas, a venda e comercialização dos bilhetes, e o auxílio do acompanhamento de quem está respeitando ou não (a rotatividade)”, reforça.


Arcelino admitiu ser “falho e ineficiente” o sistema de cobrança por cartões de papel na Zona Azul, por estar suscetível a fraudes e por dificultar o controle da fiscalização. “Evitamos a expansão sem conseguir fornecer a possibilidade de compra do cartão e de fiscalização adequada”, afirmou.


Durante a reunião, a Zona Azul foi apontada como uma das principais reivindicações para o ordenamento do Centro de Fortaleza. “Se não tiver um eficiência da fiscalização, os comerciários chegam às 7 horas e só saem quando as lojas fecham, então os clientes não têm como estacionar”, apontou Riamburgo Ximenes, diretor do Ação Novo Centro.


Para o empresário, há muitas vagas de estacionamento destinadas a táxis que ficam vazias durante o dia e que poderiam ser substituídas por Zona Azul. Sobre a questão, Arcelino afirmou que “as vagas de táxi e de carga e descarga são discutidas constantemente para poder adequar a realidade local”.


Ainda na opinião de Riamburgo, o comércio está sendo prejudicado com as mudanças nas rotas do transporte público, que teriam sido deslocadas para vias mais periféricas do bairro, “saindo do miolo”. “O Centro está fechando mais cedo para liberar os lojistas para que eles possam ir até o ponto de ônibus, na Imperador e na Tristão Gonçalves. É uma medida de segurança, porque muitos são assaltados”, disse. Arcelino se comprometeu a “debater internamente e melhorar onde for possível” e ainda sugeriu a ação de blitze com foco na abordagem de motociclista. (Domitila Andrade)

 

Videomonitoramento

O superintendente da AMC, Arcelino Lima, comentou a recente judicialização do caso da fiscalização por videomonitoramento. O Ministério Público Federal solicitou a suspensão das multas por videomonitoramento e a retirada das câmeras usadas para esse tipo de fiscalização, no final de maio. AMC deve apresentar defesa até a próxima quinta-feira, 15. Arcelino disse que as câmeras existem na Cidade há 17 anos, que o videomonitoramento já é feito desde 2013 e a lei federal de 2015 permite a fiscalização em ambiente urbano.

Adriano Nogueira

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