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Professores municipais ocupam secretaria e avenida Pontes Vieira

01:30 | 05/04/2017

[FOTO1]Professores ocupam área da sede da Secretaria Municipal da Educação (SME) e uma das vias da avenida Pontes Vieira desde a tarde de segunda-feira, 3, para pedir reunião com o prefeito Roberto Cláudio (PDT). Eles querem reajuste de 7,64% para que o salário seja igualado ao piso nacional da Educação. “A data-base é janeiro e o prefeito quer negociar somente em maio e sem retroativo”, conta Gardênia Baima, da diretoria do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sindiute).

 

Eles bloquearam a avenida Pontes Vieira com pneus e realizam, em dias alternados, a queima de Judas. Os bonecos representam, além do prefeito — o primeiro a ser queimado, na tarde de segunda — o presidente Michel Temer. Um total de 22 professores ocupam o 7º andar, onde fica a sala da titular da SME, Dalila Saldanha.


Outro pedido do grupo é a revisão do congelamento da pecúnia — valor equivalente a três salários de cada professor que os educadores têm direito a receber a cada cinco anos. “A pecúnia foi um acordo da última paralisação, ainda de 2015”, conta Baima. O sindicato denuncia ainda que profissionais licenciados por problemas de saúde estão sendo obrigados a escolher entre voltar à sala de aula ou se aposentar e, com isso, ter perda salarial. São cerca de 1.200 profissionais nessa situação. Segundo ela, 70% das cerca de 400 escolas da Prefeitura estão paralisadas. A SME não confirmou o número.


Em nota, a Prefeitura informou que está em diálogo com os representantes dos professores. A nota diz que o prefeito recebeu os professores no dia no dia 24 de março e o Sindiute foi novamente recebido pela secretária.


A convocação dos servidores para uma reavaliação pericial, começando pelos professores, segundo a SME, começou no dia 6 de março e integra novo processo de readaptação e readequação regulamentado pelo decreto 13.959, de 12/1/2017.


Um grupo de trabalho vai avaliar uma solução administrativa para o caso de professores que estão encaminhando pedidos de licença por problemas de saúde ou que precisam voltar ao trabalho após a licença médica. O processo de readaptação deverá ser acertado entre o sindicato e a SME.


A secretaria informou que, por causa da ocupação, estão suspensos atendimentos da coordenadoria jurídica, do controle interno e da assessoria de comunicação, além do gabinete da secretária.

ADRIANO NOGUEIRA

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