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Falta estrutura em sede provisória da Guarda, denunciam servidores

Informação é de que falta de água a internet e local não tem segurança. De acordo com a Prefeitura, sede ainda está em processo de adaptações

01:30 | 04/04/2017

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Trabalhando em sede provisória na Vila União há cerca de 20 dias, servidores da Guarda Municipal de Fortaleza (GMF) denunciam prejuízos nas atividades causados pela falta de estrutura do prédio. Segundo relatos, as instalações não possuem ventilação e iluminação adequadas, apresentam problemas na rede elétrica e não há rede de internet. Os servidores também contam que é recorrente a falta de água, além da insegurança. Segundo a Secretaria Municipal da Segurança Cidadã (Sesec), responsável pela guarda, a sede passou por reformas recentes e ainda está em processo de mudanças e adaptações.

 

De acordo com o diretor setorial de Segurança Pública do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort) e guarda, Ailton Honorato, o trabalho está comprometido pois muitos processos são feitos de forma manual devido à falta de internet no prédio. “Se não tem internet, você não consegue protocolar um processo”, resume.


Além disso, ele conta que, no período em que a sede foi transferida para o endereço, houve duas tentativas de arrombamento de carros. O local não tem estacionamento que comporte os carros dos servidores.


De acordo com Honorato, a previsão é permanecer no local durante 50 dias e, posteriormente, realizar mudança para outro endereço.


O sindicato informa que documentos de rondas antigas, relatórios, eventos, contagem de horas extras e comunicação externa encontram-se em caixas expostas à umidade. Segundo outro servidor que preferiu não ser identificado, o prédio é insalubre. “É constante a falta de água. Para utilizar os banheiros, temos que pegar baldes. Às vezes, o esgoto jorra”, diz.


O POVO esteve no local, mas não teve acesso às salas. Ainda assim, foi observado que mobiliário de escritório, como mesas, cadeiras, bebedouro e armários, estão em quadra próxima a uma das entradas da sede.


O diretor-geral da GMF, inspetor Rômulo Reis, informou, em nota, que “o órgão ainda está em processo de mudança e as adaptações necessárias da nova sede serão realizadas nas próximas semanas”. Segundo ele, o espaço passou por reformulações estruturais, com a criação de novas salas, pintura e limpeza. “A nova sede possui ainda locais para a prática de esportes, bem como auditório para cerca de 200 pessoas”, ressaltou.


A nota, enviada pela assessoria da Sesec, não informa por quanto tempo a sede da guarda permanecerá no local e se há previsão para mudança de endereço.


Ataques

Em 17 de janeiro deste ano, quando a Guarda funcionava no bairro Rodolfo Teófilo, o prédio foi atacado com cerca de 12 tiros durante a madrugada. Os suspeitos estavam em uma moto e fugiram. Em julho de 2016, a sede tinha sido atacada com cerca de 20 tiros. Ninguém foi ferido nos ataques.

ADRIANO NOGUEIRA

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