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Vigilantes de escolas fazem manifestação pedindo recontratação

01:30 | 17/02/2017
Um protesto reuniu centenas de vigilantes de escolas e creches da Prefeitura de Fortaleza, na manhã de ontem, na Câmara Municipal, com o pedido de recontratação de profissionais. Mais de 600 trabalhadores foram demitidos e receberam aviso prévio a ser cumprido até o início de março. A alegação é de que o contrato dos funcionários acabou e nova licitação deve ser lançada. Eles foram recebidos por uma comissão de vereadores, criada para discutir a situação dos trabalhadores, e saíram com a promessa de uma reunião com o prefeito Roberto Cláudio (PDT).

 

A resposta da data do encontro com RC deve ser anunciada até terça, 21. “Viemos para tentar abrir um canal de negociação. Até porque algumas escolas da periferia só funcionam porque têm vigilantes que impedem que a violência e a entrada de drogas nos colégios”, informou o presidente do Sindicato dos Vigilantes do Estado do Ceará (Sindivigilantes), Daniel Borges. No ano passado, outros 160 profissionais tiveram o contrato encerrado com a Prefeitura, somando 660 trabalhadores desempregados.


Borges afirma que há dois anos tenta negociar com Secretaria da Educação (SME) e não tem resposta. Agora, a categoria tenta dialogar diretamente com o prefeito. Os vereadores que integram a comissão são: Michel Lins (PPS), Frota Cavalcante (PTN), Larissa Gaspar (PPL), Márcio Martins (PR), Julierme Sena (PR) e Soldado Noélio (PR).


A SME confirmou, em nota, que os vigilantes que estão em aviso prévio fazem parte de um contrato que está sendo encerrado. Segundo a nota, as escolas que ficam em áreas de maior vulnerabilidade permanecem com serviço de vigilância. As demais, com porteiros diurno e noturno. A SME afirma ainda que as escolas continuam assistidas com vigilância eletrônica e Guarda Escolar, que atua com viaturas e agentes da Guarda Municipal no entorno das unidades.

ADRIANO NOGUEIRA

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