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Para secretário André Costa, não há risco de crise na PM como a do ES

Em entrevista transmitida ao vivo no Facebook do O POVO, o secretário da Segurança Pública e Defesa Social, André Costa, descartou possibilidade de motim de policiais militares do Ceará. Ele ainda comentou ações da gestão e polêmicas dos 41 dias à frente da SSPDS

01:30 | 17/02/2017
Para o secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, no Ceará não há “de forma alguma” o risco de ocorrer uma crise motivada por uma paralisação da Polícia Militar, como no Espírito Santo. A manutenção de investimentos do Governo do Estado na área, a valorização do profissional e o diálogo aberto com a categoria afasta, segundo o secretário, a possibilidade de motim no Estado. Ele participou, na tarde de ontem, de uma entrevista ao vivo transmitida no Facebook do O POVO.

[SAIBAMAIS] 

Planos de cargos e carreiras para PMs e policiais civis, além de um projeto de lei que deve igualar os salários dos militares à média observada no Nordeste, com impacto de R$ 400 milhões na folha anual do Estado, foram algumas das ações citadas pelo titular da SSPDS.


A onda de violência, descartada no Ceará por André Costa, iniciou no Espírito Santo no último dia 4, com familiares dos PMs impedindo o trabalho da corporação naquele Estado, com reivindicações de melhores condições de trabalho. Saques, roubos e pelo menos 149 mortes foram registradas desde então.


“A gente percebe que não é esse o clima (no Ceará). Há sempre um diálogo, e a minha chegada vem pra reforçar esse diálogo. Já sentei com representantes de todas as associações das categorias”, explicou André Costa.


Ações

Além do diálogo, o gestor, empossado há um mês e 11 dias, tem tentado reforçar, em reuniões semanais, o serviço de inteligência das forças de segurança do Estado. Ao O POVO, ele disse acreditar que antes o setor de inteligência não alcançava todo o seu potencial.

 

“O que a gente percebe é que as inteligências não vinham se comunicando como deveriam. Nós temos a inteligência da Secretaria, da Polícia Militar e da Polícia Civil e não estava havendo uma comunicação como deveria ser”, apontou. As reuniões têm acontecido com a presença das inteligências de outros órgãos como Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus), Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública (CGD), Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. A inteligência é, de acordo com André, uma das principais estratégias no combate ao tráfico de drogas, classificado por ele como a “veia financeira do crime organizado”.

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Outro ponto que, conforme o secretário, recebeu atenção dele foi o caso de viaturas que não eram conectadas à Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops). De acordo com André Costa, desde que assumiu, aumentou em 30% o número de viaturas conectadas na Capital à Ciops e 50% na Região Metropolitana. “Espero que a população consiga ver mais viaturas na rua, porque, com esse controle, a tendência é que a gente possa distribuir melhor”, estimou.


Sobre sua escolha para o cargo, André Costa afirmou que foi indicação da Polícia Federal a partir de um perfil traçado pelo governador Camilo Santana (PT), e que seguiu caráter “totalmente técnico”. Questionado sobre uma possível escolha política, para que fizesse frente ao que o deputado Capitão Wagner (PR) representa, o secretário disse não acreditar. “Existe espaço para todo mundo. O Capitão Wagner é uma liderança na área de Segurança Pública e a gente está em contato. O diálogo é aberto com qualquer pessoa”, disse.

 

O POVO Online
Veja íntegra da entrevista em
https://bit.ly/entrevistaandrecosta

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