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Mais de 100 gatos devem ser vacinados contra raiva no Parque do Cocó

Vacinação ocorre hoje. Moradores do entorno afirmam que existem pelo menos 150 gatos no parque. Monitoramento de animais é necessário

01:30 | 07/02/2017
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Mais de 100 gatos devem ser vacinados contra raiva hoje no Parque do Cocó. Os animais, que não são naturais do ecossistema local, representam um problema. Para os visitantes, fica o alerta: não é saudável alimentar nenhuma espécie que por acaso apareça durante um piquenique. E é extremamente proibido, caracterizado como crime, abandonar animais na área. O assunto foi discutido na tarde de ontem durante encontro entre gestores e entidades protetoras de animais.

[SAIBAMAIS] 

De acordo com a gestão do parque, existem 101 gatos. Os cálculos dos moradores da área, entretanto, indicam que não há menos de 150 animais. “Só eu faço doação de oito sacos grandes de ração e uma amiga fornece mais dois. Deve ter uns 180 gatos, no mínimo 150”, reforçou a empresária Gabriela Moreira. Protetora individual e integrante da ONG Deixe Viver, ela afirma que há um grupo de trabalho voltado para identificar problemas no parque e auxiliar na manutenção das ilhas.


As ilhas são espaços reservados para alimentação dos gatos. Distribuídas em pontos estratégicos de acesso dos felinos ao parque, são compostas por botijões de plástico. “Mesmo com a placa avisando que não deve, o povo vem e coloca comida. De fome eles não morrem não”, disse Josiane da Silva Rodrigues, 21, que sempre vai ao parque mas não conhecia a utilidade das ilhas.


Pipoca, bolo, pão... esses são alguns dos alimentos que os visitantes do Cocó costumam oferecer aos animais, principalmente gatos e saguis (os conhecidos soins).


O aparecimento de alguns gatos machucados tem gerado um alerta no parque. A morte de uma raposa, sem motivo aparente, reforça a necessidade de os animais receberem a imunização contra a raiva. “É importante frisar que as pessoas não devem chegar perto desses saguis. Depois, que não os alimentem, porque no Parque do Cocó não falta alimento natural. Oferecer pipoca a um animal desse é um absurdo”, destaca o coordenador de Vigilância em Saúde de Fortaleza, Nélio Morais.


Conforme ele, deverá haver monitoramento mais específico junto à fauna do parque para prevenir casos de raiva nos animais silvestres do local.

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