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Gatos são vacinados contra a raiva no Parque do Cocó

01:30 | 08/02/2017

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Placas no Parque do Cocó advertem: abandonar animais é crime. Ainda assim, há quem enjeite cães e gatos no local. Em iniciativa de atendimento veterinário e prevenção da raiva, o Centro de Controle de Zoonoses de Fortaleza (CCZ) realizou ação ontem para vacinar os gatos que vivem no parque.

 

Foram mais de 20 profissionais, entre agentes de combate a endemias, veterinários, estudantes de medicina veterinária e protetores voluntários. “A iniciativa de vacinação contra a raiva é ótima, principalmente pela grande circulação de pessoas no parque, nos fins de semana”, elogiou uma das protetoras, a enfermeira Vanessa Soares.


A coordenadora do CCZ, Rosânia Ramalho, disse que a atividade também envolveu a contagem dos bichos. “O censo é importante para a elaboração de medidas efetivas a estes animais, como fiscalização e castração”, citou.


Rosânia reforçou que abandonar animais em vias públicas é crime de maus-tratos, previsto no Código Penal, com previsão de detenção de 15 dias a seis meses ou multa.


O aparecimento de gatos machucados e a morte de uma raposa no parque, sem motivo aparente, são também motivações para a imunização. A ação ocorreu ainda após caso de raiva humana no Ceará, em outubro de 2016.


Anastácio Queiroz, médico infectologista e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), explica que saguis (os soins), morcegos e animais domésticos são alguns dos transmissores. No Cocó, o risco de contaminação dos gatos é agravado pelo possível contato com animais da fauna nativa.


Pessoas atacadas por animal raivoso recebem a vacina antirrábica, segundo o médico. O tratamento também é dado a quem tem contato frequente com os bichos. “Mas apenas de 15% a 30% das pessoas mordidas por um animal contaminado vão contrair a doença. As chances aumentam quando a mordida é em área enervada, como mãos e rosto”, destaca.

ADRIANO NOGUEIRA

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