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Grupo faz ato na Praça Portugal para pressionar contra aborto

01:30 | 23/01/2017
Com o fim do recesso do Supremo Tribunal Federal (STF), em fevereiro, serão retomadas discussões polêmicas, como o aborto para mulheres infectadas pelo zika vírus, sob o risco de o bebê nascer com microcefalia. Por isso, para mobilizar a população e pressionar autoridades, o Movimento em Favor da Vida (Movida) e outras instituições ligadas à luta contra o aborto reuniram cerca de 800 pessoas, conforme a organização do ato, na tarde de ontem, na Praça Portugal.

 

O evento ocorreu das 16h às 18 horas e foi acompanhado por viaturas da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), que fez bloqueios temporários nas avenidas Dom Luís e Desembargador Moreira. Simultaneamente, cidades como Brasília (DF), João Pessoa (PB), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Manaus (AM), entre outras, também se mobilizaram.


Para George Mazza, integrante do Movida e um dos organizadores do ato, o movimento “de maneira nenhuma força a mãe a ter o bebê” porque ela tem livre escolha; o que faz, é “conscientizá-la da importância da vida”.


Mãe do Enzo Gabriel, 1, que nasceu com microcefalia associada ao zika, a vendedora Lynne de Oliveira, 28, contou que descobriu a condição do filho pouco antes de ele nascer, mas que nunca pensou em aborto. “Só Deus tem o direito de tirar. Se veio assim, a gente tem que cuidar”, afirmou.

ADRIANO NOGUEIRA

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