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Frustrado resgate de lideranças intermediárias do PCC

A ação criminosa na CPPL 3 que terminou com um PM ferido e um detento morto teria o objetivo de dar apoio na fuga de detentos do PCC. Conselho Penitenciário reconhece a existência de pelo menos 800 integrantes na facção

01:30 | 20/01/2017
Jéssika Sisnando

jessikasisnando@opovo.com.br

 

Um preso foi morto e um policial foi ferido por estilhaços de tiros durante uma tentativa de resgate na Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor José Jucá Neto (CPPL III), em Itaitinga, durante a madrugada de ontem.


O POVO apurou que a fuga seria de lideranças intermediárias do Primeiro Comando da Capital (PCC). Diante da separação das facções por unidades, o Conselho Penitenciário do Ceará reconheceu a existência de pelo menos 800 presos faccionários no estado do Ceará que se autodenominam do PCC.


Após a tentativa de resgate, o Batalhão de Choque (BPChoque) realizou vistorias na CPPL 3, para averiguar a existência de armas na unidade. Foram apreendidas munição e até um carregador de pistola calibre . 40, na parte externa das vivências. Dentro da unidade foram encontrados celulares e armas artesanais. Nenhuma arma de fogo foi encontrada.


Tentativa de resgate

Segundo a secretária da Justiça e Cidadania (Sejus), Socorro França, o resgate não foi efetivado. Um grupo de homens armados estava do lado de fora da unidade e dava cobertura aos internos que se preparavam para fugir. O policiamento externo percebeu a movimentação e interveio.

 

A Sejus informou que na CPPL 3 estão 1.400 detentos, mas não reconhece as facções. O interno morto foi identificado como João Cleiton Carneiro de Oliveira, 26, que respondia por homicídio, roubo e porte de arma. O policial foi encaminhado ao hospital.


De acordo com o presidente do Conselho Penitenciário do Estado do Ceará, Cláudio Justa, a CPPL 3 é a unidade destinada aos faccionários do PCC. “Essa tentativa de fugir pode ter relação com o anúncio do Governo Federal de deslocamento de forças do exército. Eles (presos do PCC) têm receio disso e querem tirar algumas lideranças de dentro do sistema penitenciário”, afirmou.

ADRIANO NOGUEIRA

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