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Bunda de Parteira escapou, mas...

2018-02-02 01:30:00

E o VLT da Vila União, proximidades da Borges de Melo, já tem sua vendedora de churrasquinho de gato: Canela de Codorna, a enfezada. Loura oxigenada de 1,40 de altura, bem maguinha, tem uma coisa: pega ar se a chamarem pelo nome de batismo, verdadeiro insulto. Por conta disso, na contramão dos que se sentem ultrajados quando apodados, já mandou dois pro serviço de emergência do Frotão com “escoriações generalizadas na base da carambola esquerda”, de acordo com jornal de grande circulação.


Quem agora se mete a besta com ela é o bebim Bunda de Parteira. Por dose caprichada de pôde com um naco de queijo, topou o desafio de peitar Canela de Codorna, se a chamar pelo nome que lhe deram os falecidos pais. Com uma condição: não pode ter o mesmo destino dos outros dois que se arvoraram a fazê-lo e, testicularmente, tiveram por infeliz destino o maior hospital da municipalidade. Senão, nada de cana. E vem o Bunda se esgueirando pela Rua do Trilho, como quem não quer nada, querendo.


- Boa tarde, quer dizer, boa noite, Canela!


- Boa... Que é que tu quer, Bunda?


- Ganhar uma dose de cana...


- De graça, cana minha tu num bebe! Sabe disso!


- Né tu que vai dar não, bicha véa abusenta! É Zé Peixeiro!


- Vai disgotar fossa?


- Não, Curdulina Galdéria Mocororó de Sousa e Silva...

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Em tempo: o último boletim médico do Instituto Dr. José Frota informa que inspira cuidado o estado de saúde de um homem de estatura mediana por nome Antônio Messias Oliveira, que, capado, deu entrada ontem nesta unidade...


Um dedinho de paz

Vinte partidas e vinte e uma brigas. De tudo se fez para cessarem os cacetes entre os jogadores das equipes do Onze Veloz e do Palmeirinhas, do mesmo bairro. Rixa histórica. Futebol passava longe, ficavam mesmo os tabefes, facas, insultos. Vez ou outra, sequer a peleja começava e a moçada já se comendo na mão de peia no mato - vestiários. Padre entrou na parada; papa Francisco, solicitado, tinha mais o que fazer. Rapaz da ONU esteve no local. Nada. Delegado nem bateu o centro.

 

O caso foi parar na tenda milagreira de Irmão Arquimedes. Pois quando o mestre diz, “tá dizido”, ninguém discute. “Senão, entorta a boca”. Conhecedor da índole dos meninos e de suas famílias, propôs algo único em matéria de desarmamento de espíritos em campo – e nunca mais contendas e violências, porquanto são quase todos de uma mesma família: trocar as camisas dos jogadores. Atletas do Onze Veloz metidos nas blusas do Palmeirinhas, e vice-versa. Incômodo generalizado.


Times em campo, torcida na maior expectativa face ao estranho cometimento. Contudo, a ideia de irmão Arquimedes venceu. Somente por um exemplo podemos avaliar o comportamento do todo. Vestido de Palmeirinhas, o goleiro Lolô do Onze Veloz, sentindo falta de algo mais substantivo, apenas mordeu de leve o próprio cotovelo, mas conteve-se ao pensar em fazer no ponta-esquerda adversário (o grande Gusmão) aquilo que o zagueiro Rodrigo, da Ponte Preta, fez recentemente no atacante colombiano Tiago Tréllez, do Vitória, em jogo da 2ª Divisão do principal torneio nacional. “Nada de dedada, meu Deus! Me ajude! Totonho agora é meu brother!”

Gabrielle Zaranza

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