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O Ceará no brasileirão

2018-05-10 01:30:00
Embora só tenha feito dois pontos em doze disputados, na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, o empate contra o Corinthians, na casa do adversário, alegrou o Ceará. O resultado devolveu à comissão técnica e ao elenco a confiança e a serenidade.

 

As derrotas anteriores para Santos e Flamengo deixaram os torcedores de orelha em pé e revelaram para a mídia esportiva uma série de fragilidades que não tinham sido detectadas: É preciso contratar uns seis jogadores, diziam uns. Com esse time não dá, diziam outros.


A conquista do bicampeonato estadual, a Copa do Brasil, onde foi desclassificado pelo Atlético Paranaense nos pênaltis, e a classificação para as quartas de finais da Copa do Nordeste não podiam servir como referência para a Primeira Divisão nacional.


E veio o jogo contra o Corinthians. A volta de Ricardinho foi fundamental. Sua presença flutuando entre as linhas do adversário sem posição ofensiva definida favoreceu a troca de passes e a manutenção da posse de bola dando consistência e equilíbrio à equipe.


Essa movimentação determina um bom padrão de jogo, se apoia nos deslocamentos do Ricardinho e se reflete em dois terços do campo. O problema do Ceará é o terço final do campo, aonde acontecem o que se chama de penúltima ou última bola e precede a finalização.


A entrada pelo meio é difícil por conta do aglomerado de jogadores adversários na entrada da área. Restam então os lados do campo, onde os jogadores devem se aproximar, e, através de paradas rápidas, saídas bruscas e triangulações, cruzarem as bolas para a área.


Sem esse apoio, o ataque fica inoperante. Laterais ou alas com força, velocidade e boa qualidade técnica para desempenharem funções ofensivas e defensivas é uma necessidade hoje em dia. Daí a gritaria da torcida e da mídia esportiva por contratação de jogadores.


Esperançosos de uma vitória, os alvinegros aguardam a próxima partida. Queixaram-se da tabela que lhes reservou quatro pesos pesados no inicio. Lembro que todos os jogos valem três pontos. O Corinthians achou que o Ceará era galinha morta. Como dizia Tiquinho: “O mal do urubu é pensar que o boi ta morto”.

Gabrielle Zaranza

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