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Fortaleza: média de atraso nas contas é de 65 dias

01:30 | 13/09/2017

O tempo médio das contas em atraso em Fortaleza é de 65 dias. Esse número foi constatado pela Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), para este mês de setembro.

A principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro. Ou seja: a diferença entre a renda e os gastos correntes. Essa foi a razão citada para os atrasos por 57,6% dos consumidores, comprovando as dificuldades das famílias para ajustar suas despesas.

No levantamento, o segundo ponto o mais citado de desajuste está no uso dos recursos em outras finalidades (30,1% das respostas), seguido da contestação de dívidas (11,7%).

SEUMA

SIMPLIFICAÇÃO DO AMBIENTE DE NEGÓCIOS

O processo de simplificação do ambiente de negócios em Fortaleza será apresentado hoje, no Palácio do Planalto, durante o workshop “Melhoria do Ambiente de Negócios 2017”, promovido pelo Programa Bem Mais Simples Brasil (PBMSB).

A secretária Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza, Águeda Muniz, foi convidada pela Secretaria de Governo da Presidência da República para relatar os procedimentos que estão dando certo, a partir da implantação do Programa Fortaleza Online.

A secretária tem ressaltado as vantagens competitivas da Capital para atração de novos negócios, principalmente com a plataforma digital que facilitou os licenciamentos. Atualmente estão disponíveis 14 serviços prioritários, com boa aceitação principalmente das empresas da área de construção civil.

RECICLAGEM

SEGURO SUSTENTÁVEL

O Programa Auto Reciclagem, do Grupo Bradesco Seguros, doou para empresas de reciclagem, até junho de 2017, aproximadamente 14 mil toneladas de peças. A perspectiva é de reciclagem de até 80% das peças descartadas de um veículo, o que gera renda para catadores, recicladores e para as próprias siderúrgicas e indústrias afins. Eis uma iniciativa que pode ser seguida por outros agentes financeiros.

FNE 1

DINHEIRO PARA 2018

A discussão para a aplicação dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) parece que rendeu bons resultados. O superintendente do Banco do Nordeste (BNB) no Ceará, Jorge Antônio Bagdeve de Oliveira, explica que a participação de instituições como o Ministério da Integração, Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec) e da Federação das Indústrias (Fiec) foi importante para uma melhor distribuição dos recursos entre os setores.

O BNB garante que haverá verbas para financiar as principais atividades da economia cearense e ainda tem R$ 1 bilhão disponível para a área de infraestrutura.

FNE 2

CRÉDITO DE ACORDO COM O PORTE

O grande desafio do FNE está em suas amarras burocráticas. Bagdeve de Oliveira explica que o BNB vem acolhendo as reclamações sobre as dificuldades de acesso aos recursos e tentado agilizar as análises.

Ontem, no O POVO Economia, ele destacou que os projetos estão sendo avaliados de acordo com o seu porte. Dependendo do tamanho da empresa, o crédito pode ser liberado através de um sistema de escore, que facilita e determina o seu valor. Com isso, segundo Bagdeve, a liberação de recursos em alguns casos ocorre em 90 dias.

FNE 3

CUMPRIMENTO DE METAS

O BNB aplicou este ano aproximadamente R$ 1 bilhão dos R$ 2,2 bilhões previstos no seu orçamento. O banco calcula que será possível investir todos os recursos, já que o período de maior demanda ocorre no segundo semestre, sendo possível cumprir as metas.

PIB

EFEITO CHUVA E CSP

A economia do Ceará foi favorecida este ano por dois fatores diferentes: chuva e os resultados da instalação da Companhia Siderúrgica do Ceará (CSP).

Mais uma vez a agricultura contribuiu para a alta de 2,17% no Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre deste ano. Vale lembrar que a base de comparação com 2016 também ajuda. Em função do quadro dramático de estiagem do ano passado, o setor vinha amargando perdas consecutivas, o que torna a recuperação mais representativa.

Em relação aos ganhos da indústria, também há um fator diferente: a atuação da CSP. Embora a empresa esteja instalada em uma área com privilégios tributários, os números do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) refletem o seu impacto na economia local, através dos empregos gerados e da sua movimentação de compras.

O diretor geral do Ipece, Flávio Ataliba, acredita que esse bom desempenho do PIB cearense deve se consolidar durante todo o ano, fechando 2017 em torno de 1%.

Se você não sabe para onde vai, todos os caminhos o levarão a lugar nenhum”

Henry Kissinger, diplomata norte-americano

RÁDIO

O POVO Economia da Rádio O POVO CBN (FM 95.5), a partir das 14 horas. Destaque para o quadro “Atacado e Varejo”, com o jornalista Eliomar de Lima.

TV

Você pode assistir ao programa O POVO Economia também através do portal: tv.opovo.com.br/opovoeconomia.

 

NEILA FONTENELE