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Microempreendedor Individual: 58% são de classe média

01:30 | Ago. 29, 2017
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Tipo Notícia

Quem pensa que o Microempreendedor Individual (MEI) no Brasil representa apenas o grupo de pequenos negócios criados por pessoas de baixa renda e pouca escolaridade será surpreendido por pesquisa do Sebrae.


Levantamento feito para analisar o perfil dos mais de seis milhões de microempreendedores registrados até dezembro de 2016 descobriu que 34% não têm o ensino médio completo, mas 33% têm ensino superior incompleto, completo e pós-graduação.

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Trata-se de um público difícil de rotular, com características heterogêneas e em processo de mutação constante. Detalhe: 34% poderiam ser considerados de classe alta, outros 8% são classificados como de classe baixa e 58% de classe média.

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O acesso ao INSS também não foi o principal atrativo para o registro no MEI, como se pensava anteriormente. Das pessoas que responderam à pesquisa, 61% citaram benefícios relacionados a ter um negócio formal, como a possibilidade de emitir nota fiscal, crescer mais como empresa e o simples fato de ser formal.


COMEÇO DE CARREIRA


ALÉM DA BASE DA PIRÂMIDE


“O MEI não é só a base da pirâmide”, diz o diretor técnico do Sebrae Ceará, Alci Porto. O próprio Sebrae teve que fazer adequações dos seus cursos e de seu material de apoio, depois de perceber a quantidade de microempreendedores com boa formação escolar.


Alci conta que atualmente o MEI é encarado como o primeiro estágio de uma empresa. A perspectiva agora é saber quantos desses pequenos negócios se tornarão microempresas, seguindo a sequência natural de crescimento.


EVOLUÇÃO


TRAJETÓRIA DE MUDANÇAS


Em seis anos, foi percebida uma evolução do processo de formalização no Brasil. De 2010 a 2016, o número de microempreendedores aumentou em uma média de 943.673 ao ano. A pesquisa revela um impacto disso no mercado, com os crescimentos das vendas, das condições de compra, das vendas para governo, da frequência de vendas para outras empresas e das tomadas de empréstimos.


O problema nessa área ainda tem sido a inadimplência, que continua alta, apesar dos avanços do setor.


ECONOMIA


PROJEÇÕES DE CRESCIMENTO


Mesmo com as dificuldades atuais das empresas, os prognósticos são positivos para a economia. O economista Sérgio Vale, chefe da consultoria MB Associados, explica que os indicadores mostram uma possibilidade de recuperação em 2018, com projeções de crescimento de 3%. Para 2019, as perspectivas são ainda melhores, com projeções de aumento de 4%.


Detalhe: ele não acredita na possibilidade de aprovação da reforma da previdência até o ano que vem, com a proximidade das eleições.


VALE DO JAGUARIBE


PRODUÇÃO DE PITAYA


O Ceará está investindo em várias áreas de produção agrícola. Entre as novidades estão a pitaya (fruta de origem mexicana) e o cacau. O presidente da União do Agronegócio do Vale do Jaguaribe, João Teixeira, tem trabalhado com a cultura no Vale do Jaguaribe e vem exportando para várias partes do País.


REUNIÃO


NEGOCIAÇÃO COM AS GRÁFICAS


As empresas gráficas terão uma rodada de negociação com a prefeitura. Amanhã, o secretário de Finanças de Fortaleza, Jurandir Gurgel, participa da reunião do Sindicato da Indústria Gráfica do Estado do Ceará (Sindgráfica) para discutir várias questões, entre elas, as dívidas das empresas do setor.


CEARÁ


IDEIAS PARA O FUTURO


O superintendente do Iplanfor, Eudoro Santana, participa sexta-feira, às 9h30, do Fórum Ceará em Debate, promovido pela Seplag/Ipece. A proposta é de geração de novas ideias para o desenvolvimento do Ceará.


ENCONTRO COM JOVENS


TROCA DE EXPERIÊNCIAS


Nesta sexta-feira, 1° de setembro, o Instituto João Carlos Paes Mendonça de Compromisso Social (IJCPM) fará o que os governos deveriam manter no seu calendário: uma rodada de conversa com jovens para saber o que pensam e desejam. Nesse dia haverá o 1° Encontro de Juventude para essa troca de ideias e experiências, com os jovens das comunidades dos entornos do RioMar Fortaleza e RioMar Kennedy.


As reivindicações de governadores e prefeitos não cabem no PIB brasileiro. Possivelmente, nem no americano”

Antonio Delfim Netto, economista, ex-ministro da Fazenda e ex-deputado federal

 

RÁDIO


O POVO Economia da Rádio O POVO CBN (FM 95.5), a partir das 14 horas. Destaque para o quadro “Atacado e Varejo”, com o jornalista Eliomar de Lima.


TV


Você pode assistir ao programa O POVO Economia também através do portal: tv.opovo.com.br/opovoeconomia.

 

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