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Estado contrata empréstimo para pagamento de dívida

01:30 | Jun. 28, 2017
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Tipo Notícia

O Governo do Estado conseguiu ontem aprovar na Assembleia Legislativa um requerimento em caráter de urgência para contratar operação de crédito de R$ 1,1 bilhão junto ao Banco do Brasil. O recurso é referente ao projeto de amortização da dívida pública estadual para o biênio 2017-2018, que deve ultrapassar R$ 2,5 bilhões.


Os parlamentares de oposição estranharam o envio do requerimento de última hora e sem muitas explicações, mas a liderança do governo argumentou que a proposta era para mudança do perfil da dívida, que deve ser alongada. Ou seja: trocar taxas de juros e conseguir prazos maiores, gerando disponibilidade financeira para a continuidade dos investimentos.


Informalmente, os deputados comentavam que a ideia do Estado era realizar uma operação financeira com o Credit Suisse, mas isso dependeria de aprovação do Senado Federal. Por essa razão, houve a escolha pelo Banco do Brasil.

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O Estado aumentou sua dívida nos últimos cinco anos. Pelos dados do Banco Central, atualizados até maio deste ano, o valor total já chega a R$ 5,4 bilhões. Somente com instituições financeiras públicas, os contratos somam R$ 3,9 bilhões (ver quadro).

[FOTO1] 

INVESTIMENTOS 1


O PROBLEMA DAS ESCOLHAS


O problema maior do endividamento do Ceará, na avaliação de alguns especialistas que preferem não se identificar, não está tanto nos valores, mas na falta de retorno. Há um leque de projetos cujas escolhas atualmente são consideradas erradas.


Entre esses investimentos estaria a usina de açúcar de Barbalha, arrematada em leilão por R$ 15,4 milhões em junho de 2013. Quatro anos depois, o projeto continua parado e sucateado.


INVESTIMENTO 2


TATUZÕES E AEROPORTOS


Na visão de alguns estudiosos das contas públicas, o Estado realizou investimentos importantes, como o caso do cinturão digital e dos projetos de recursos hídricos, mas ocorreram escolhas equivocas como: a compra dos tatuzões (R$ 128,4 milhões); a construção de aeroportos sem estudo da sua viabilidade financeira; e empreendimentos que atualmente estão parados ou não se pagam.


O problema é que a conta está chegando agora e não há receita gerada por esses investimentos. Para agravar a situação, a crise econômica tem prejudicado a receita e as despesas continuam aumentando.


EMPRESAS FAMILIARES


MELHORA DA CONFIANÇA


Está cada vez mais difícil acreditar na política nacional, mas as empresas estão procurando desenvolver confiança nos seus próprios valores. Pesquisa feita pela KPMG concluiu que 70% das lideranças das empresas familiares estão confiantes em relação ao futuro de suas companhias nos próximos 18 meses. Foram ouvidos 181 representantes de empresas de 15 estados e do Distrito Federal.


O sócio da KPMG, Sebastian Soares, observou uma melhora desse índice em relação às edições anteriores da pesquisa. O nível de confiança era de apenas 42%, com 23% de pessimismo, contra os 8% apresentados no momento atual.


Outra evolução: 78% das empresas familiares afirmam ter plano estratégico implementado para realizar investimentos; 51% pretendem focar no negócio atual; e 23%, em inovação da atividade exercida.


INDÚSTRIA


AGENDA DE INOVAÇÃO


Delegação de industriais cearenses, comandada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Beto Studart, participa do 7º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, realizado em São Paulo. Ontem, o vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paulo Afonso Ferreira, reforçou, na abertura do evento, a necessidade de uma agenda de inovação para retomar o crescimento econômico.


“A inovação industrial é a mola mestra para estimular o desenvolvimento das atividades econômicas”, acrescentou.


ERRAMOS


FOTOS TROCADAS


Carolina Monteiro, presidente da Junta Comercial do Ceará


Enid Câmara, diretora da Câmara Brasil-Portugal


A coluna de ontem saiu com as fotos trocadas. Eis as imagens corretas: Carolina Monteiro, presidente da Junta Comercial do Ceará; e Enid Câmara, diretora da Câmara Brasil-Portugal

 

"A pobreza resulta do aumento dos desejos do homem, não da diminuição de sua propriedade”

Platão (427-347 a. C), filósofo grego

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