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VERSÃO IMPRESSA

O campeão que pouco apareceu

2017-11-12 00:00:00
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A cobertura do O POVO para a final da Taça Fares Lopes, publicada no domingo passado (5/11), foi motivo de reclamação de leitor. Ele enxergou direcionamento para o Fortaleza em detrimento do Floresta. Um empate em 1 x 1 com o Leão deu ao Floresta o título de campeão da disputa com direito a vaga na Copa do Brasil. “Hoje é domingo e recebi o meu jornal. A manchete do esporte na primeira página não exalta o time campeão, que é o Floresta. E na página 13, a manchete é que “Fortaleza fica sem título e sem vaga” (ver fac-símile). Cadê uma manchete assim: ‘Floresta é Campeão!’? Mais, cadê o pôster do campeão? Talvez queime minha língua e o pôster saia no jornal de segunda-feira. Estou torcendo para isso. Mas se não sair? Acho que não foi legal”.

O leitor tem razão quando cobra uma cobertura mais robusta sobre o Floresta. No comentário interno para a Redação, observei que o time campeão da Fares Lopes merecia um olhar mais atento, pois é o segundo time cearense com presença garantida na Copa do Brasil. O outro é o Ceará. Além disso, são vitórias desse tipo que revigoram o encantamento pelo futebol. Após enviar a crítica do leitor, em debate interno, o editor-chefe de Esportes, Fernando Grazianni, esclareceu: “O pôster realmente não foi publicado e, nem se o Fortaleza fosse campeão, seria; entendemos que a Fares Lopes tem a sua importância, tanto que a cobrimos com noticiário no impresso, além de tempo real das partidas, vídeos e notícias no portal, mas pôster não tinha previsão mesmo, mas não foi nada contra o Floresta, em absoluto.” O editor apontou ainda duas matérias e um vídeo que abordavam a participação do Floresta na Fares Lopes.
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Concordo com o editor que, neste caso, publicar um pôster seria inadequado. O POVO não costuma publicar imagem do campeão da Fares Lopes - seja Ceará, Fortaleza, Ferroviário, Iguatu ou Floresta. Publica sempre pôster do campeão cearense do ano. Foi acertado também, jornalisticamente falando, em centrar a informação no Fortaleza, que tem tradição maior no futebol cearense. Porém faltou mostrar melhor o feito do time que tem origem num bairro de Fortaleza, o Vila Manoel Sátiro. Naquele dia, na edição impressa, o único destaque dado ao Floresta foi a foto na capa. Para o time campeão, sobraram dois parágrafos na matéria principal. Mesmo considerando que, na segunda-feira passada, Alan Neto acentuou o feito na principal nota da coluna, a cobertura foi tímida. Deixou de reconhecer que, ao segurar o empate contra o Fortaleza, o Floresta encarnou o espírito do futebol. Era necessário mostrar os atletas e suas vidas. A conquista deveria ser contada com mais vigor nas páginas do O POVO. 

 


TROCA DE NÚMEROS E TRANSTORNOS
 

A troca de um número no telefone celular da Central de Vendas e Atendimento ao Leitor do O POVO causou transtornos para uma pessoa que não possui relação com o jornal. Na sexta-feira passada, leitor entrou em contato com a ouvidoria para narrar um episódio que considerou relevante. O assinante contou que, naquele dia, não havia recebido o exemplar do O POVO. Decidiu, então, procurar um número de telefone em exemplares antigos que não haviam sido descartados. O primeiro que encontrou foi da edição do dia 28/10. 

 

“Liguei para o telefone (publicado na primeira página do O POVO) e a pessoa disse que não era do atendimento do jornal. Ela vem recebendo telefonemas de assinantes há vários dias e não sabe o motivo. Estou avisando para tomar providências”.

De fato, verifiquei na versão digital que aquele número havia sido publicado no dia apontado pelo leitor. No quadro, editado diariamente na capa do O POVO, um 9 havia sido trocado por um 4. Os demais dígitos coincidiam. Liguei para o celular publicado naquela edição. Descobri que ele pertencia a uma pessoa que mora fora de Fortaleza, em um município da Região Metropolitana. A pessoa contou que começou a receber ligações perguntando se era a central do O POVO há alguns dias. “De início eram muitas (ligações). Às vezes, as pessoas eram grosseiras. Quase todos os dias eu recebo (ligação de leitores)”, disse. Pedi desculpa pelos transtornos e forneci os telefones da Central para direcionar outros assinantes que, porventura, venham a ligar.

Enviei email para a diretoria que é responsável pelo setor pedindo explicação. De lá veio o esclarecimento: o número foi publicado errado em dois dias: 28 e 29 de outubro, mas já havia sido corrigido. Doze dias após a correção, o equívoco ainda causava aborrecimento para a dona do telefone. 

 


ERRAMOS
 

Na coluna publicada no domingo passado, 5/11, na nota “‘Boa notícia’ que não se concretizou”, cometi um erro crasso. Citei 1º de dezembro quando deveria ter citado 1º de novembro. Foi desatenção imperdoável. Um leitor atentou me ligou no dia seguinte à publicação da coluna, pediu para eu ler o trecho e completou: “O dia 1º de dezembro não chegou ainda. Peguei (erro) a ombudsman”. Agradeço ao leitor.



PARA ACIONAR A OMBUDSMAN
 

Os leitores das diversas plataformas do O POVO podem entrar em contato com a ouvidoria pelo WhatsApp (85) 988 93 98 07; por email (ombudsman@opovo.com.br) e telefone fixo (3255 6181). O leitor pode ainda visitar a ombudsman se necessário. Basta ligar e agendar.

 

Por Tânia Alves

Adriano Nogueira

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