Emprego: índice melhora, mas qualidade não
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Emprego: índice melhora, mas qualidade não

2018-12-29 01:30:00

A taxa de desemprego caiu novamente. Esse talvez seja o dado mais importante para traçar qualquer parâmetro de melhora no comércio ou de perspectivas para 2019. Pelos cálculos do IBGE, a taxa chegou a 11,6% no último trimestre de novembro, mas a fila de desempregados recua lentamente.

 

Os últimos indicadores mostram que mais de 12 milhões de pessoas ainda estão sem um emprego e 11,6 milhões trabalham sem carteira assinada. Os números são dramáticos, principalmente quando olhamos o contexto nacional e os discursos sobre a necessidade de reforma da previdência. Afinal, quem busca um emprego formal quer garantias trabalhistas, aposentadoria e todos os direitos garantidos por lei.

 

A melhora apresentada pelos indicadores revela como ainda falta consistência ao que é oferecido no mercado e como ainda será longa a jornada para a recuperação da oferta de trabalho com melhor qualidade.

 

Os desafios são grandes, principalmente se pensarmos no envelhecimento da população e nas condições da saúde pública e privada.

 

Ceará 1

 

7,4 MIL NOVAS VAGAS A MAIS

No Estado do Ceará, os números do emprego formal do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho apresentam indícios claros de melhora na oferta de emprego com carteira assinada no período de janeiro a junho de 2018, mesmo que de forma gradual. Houve geração de empregos em cinco dos primeiros seis meses do ano, apesar da perda de dinamismo na oferta em junho.

 

O estudo, realizado pelo Sine/IDT e com coordenação do economista Mardônio de Oliveira Costa, revela que, em bases semestrais, durante três anos seguidos foram eliminados 52,6 mil empregos formais. Apesar disso, o saldo de emprego cearense apresentou recuperação no primeiro semestre de 2018, com 7,4 mil novas vagas a mais do que o número de demitidos.

 

César Ribeiro

 

CIDADÃO CEARENSE

O secretário do Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará, César Ribeiro, recebeu o Título de Cidadão Cearense. A Lei nº 16.740, de 26 de dezembro de 2018, foi sancionada pelo governador Camilo Santana e publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira. A solenidade para entrega do título ainda será marcada.

 

César Ribeiro é paulista e tem se destacado em sua trajetória como executivo nas iniciativas pública e privada. Foi presidente da Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE Ceará) e superintendente regional do Serviço Social da Indústria (Sesi-CE), e conseguiu destravar vários projetos importantes para o estado, como o contrato com o porto de Roterdã.

 

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Ceará 2

 

OFERTA SÓ PARA JOVENS ATÉ 24 ANOS

Um dos aspectos mais relevantes destacado pelo estudo está no recorte por faixa etária. Conforme os dados levantados, só houve expansão da oferta de emprego formal no Ceará para os jovens de até 24 anos de idade. Isso possivelmente teria ocorrido porque esse público normalmente aceita menores salários e se submete a condições que uma pessoa mais experiente não aceita.

 

O estudo comprova que, em todos os primeiros semestres de 2012 a 2018, as admissões de jovens de até 24 anos de idade superaram os desligamentos. Este ano foram 57,7 mil jovens admitidos e 44,2 mil desligados. Ou seja: houve um saldo de criação de 13,5 mil empregos novos.

 

Ceará 3

 

SALDO NEGATIVO PARA PROFISSIONAIS MADUROS

Enquanto para os mais jovens a oferta de emprego melhorou, para as pessoas com idade entre 25 e 39 anos a situação foi diferente. Pelo estudo, os trabalhadores nessa faixa etária foram os mais penalizados, com registros de saldos negativos de emprego. Foram eliminados 43,2 mil empregos nos primeiros seis meses de 2015 a 2017. A situação não mudou em 2018, com 967 empregos perdidos.

 

Vale lembrar que passamos por situações semelhantes nos anos 1990.

 

"A política não é a arte do possível. Ela consiste em escolher entre o desagradável e o desastroso”

John K. Galbraith (1908-2006), economista norte-americano

 

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